<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><rss xmlns:atom='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' version='2.0'><channel><atom:id>tag:blogger.com,1999:blog-362588453383985929</atom:id><lastBuildDate>Fri, 20 Nov 2009 06:06:04 +0000</lastBuildDate><title>Discutindo Teatro</title><description>Blog que expõe minha "crítica" as peças de teatro.
Sugestões, críticas ou reclamações envie email para marilia_santos_1@hotmail.com</description><link>http://discutindoteatro.blogspot.com/</link><managingEditor>noreply@blogger.com (Marilia Ferreira)</managingEditor><generator>Blogger</generator><openSearch:totalResults>27</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>25</openSearch:itemsPerPage><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-362588453383985929.post-6501630974284192336</guid><pubDate>Tue, 22 Sep 2009 01:49:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-09-21T19:10:28.047-07:00</atom:updated><title>Cante de lá que eu canto de cá!</title><description>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_4T36E5bDwrw/Srgx_0Qt-8I/AAAAAAAAAhA/qwXpX7Y4I4M/s1600-h/Concerto.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5384108326951713730" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 257px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_4T36E5bDwrw/Srgx_0Qt-8I/AAAAAAAAAhA/qwXpX7Y4I4M/s320/Concerto.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Desde quando me entendo por gente , isso lá pelos meus 17 anos de idade, eu sou muito ligada a cultura nordestina. Gosto das músicas, e principalmente do sotaque é um jetinho que nem os melhores atores conseguem imitar.&lt;br /&gt;Sempre quis ficar próxima, até que um dia descobri que minha avô, mãe de minha mãe é de uma cidadezinha do interior de Alagoas chamada Quebrangulo. Minha Vô é bem morena, cabelos escuros ralos e muito magrinha. É uma tipica Ferreira da Silva. Saber disso me deu um orgulho danado, ter em minhas veias correr o sangue nordestino.&lt;br /&gt;E foi assim que meu amor por esse lugar cresceu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não, eu não esqueci que esse blog é sobre teatro! Mas eu precisava contar esse um pouco de mim pra depois falar da peça que assisti ontem no Sesc Avenida Paulista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Concerto de Ispinho e Fulo é o nome dela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chegou até mim por um amigo que tambpem nordestino me falou tão bem, me entusiasmou de tal modo que não vi outra solução a não ser assistir a peça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já de entrada, a porta do teatro envolta por uma cortina de renda, já é o canal do transporte de mundos. O cenário, que era no solo, fica em arena , os instrumentos localizados ao sul e ao norte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As trocas dos atores ficam a margem do circulo. E já damos partida ao embalo da sanfona, percussão e violão.&lt;br /&gt;Entre as músicas e diaologos, a historia do poeta Patativa do Assaré nos é contada de uma maneira leve que desapercebidamente você já está tão envolvido, tão absorto que nem se recorda que já transcorrem 3 horas de espetáculo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É raro eu fazer uma propaganda tão descarada, todas as peças que eu divulgo aqui é porque eu aprovo. Mas essa, eu peço que quem estiver lendo isso, corra o mais rápido possivel até o dia 11 de outubro e assista Concerto de Ispinho e Fulo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vou colocar um vídeo da Cia do Tijolo, grupo que é responsável por essa belísisma criação.&lt;br /&gt;Espero de verdade ler comentários lindos aqui!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://http//www.youtube.com/watch?v=OTQOyTFTGks&amp;amp;feature=related"&gt;http://http//www.youtube.com/watch?v=OTQOyTFTGks&amp;amp;feature=related&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/362588453383985929-6501630974284192336?l=discutindoteatro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://discutindoteatro.blogspot.com/2009/09/desde-quando-me-entendo-por-gente-isso.html</link><author>noreply@blogger.com (Marilia Ferreira)</author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_4T36E5bDwrw/Srgx_0Qt-8I/AAAAAAAAAhA/qwXpX7Y4I4M/s72-c/Concerto.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>2</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-362588453383985929.post-2851349499159915133</guid><pubDate>Tue, 15 Sep 2009 12:23:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-09-15T05:48:05.312-07:00</atom:updated><title>Nem tudo que parece  é!</title><description>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_4T36E5bDwrw/Sq-LMOAT07I/AAAAAAAAAg4/htDKXS6SGVg/s1600-h/t-sp-agreste_r.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 320px; height: 216px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_4T36E5bDwrw/Sq-LMOAT07I/AAAAAAAAAg4/htDKXS6SGVg/s320/t-sp-agreste_r.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5381673121765118898" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Depois de um ano de tentativas, consegui assistir neste domingo passado a peça Agreste escrita pela pernambucano Newton Moreno. Há muito já ouvi falar do seu nome no cenário teatral e estava muito curiosa para ver seu trabalho, ainda mais porque, ele aborda em suas peças a vida no nordeste; para quem me conhece já sabe que nem precisa chamar duas vezes quando a cultura nordestina está no meio de algum evento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em cartaz no Teatro Jardim São Paulo, espaço fora do circuito de teatros na cidade, mas muito bom. Grande, não agrada a mim palco italiano, mas é só um detalhe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pontualmente as 19h inicia-se o espetáculo.&lt;br /&gt;Dois atores. Nada mais necessário que eles e nós ali para que a ação começasse.&lt;br /&gt;O cenário é simples. Menos, definitivamente é mais. Os próprios atores montam a cenografia com "bambus" , corda e panos. Um projetor também ajuda com imagens de casas típicas do nordeste.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agreste é a história de um casal homossexual que, ao descobrirem sua relação,secreta , quie vem também a ser para um dos personagens, é recebida pela população com total reprovação.&lt;br /&gt;É preciso lembrar que, em cidades mais afastadas, ser homossexual é muito mais complicado que nas cidades. Essa temática é abordada lindamente no espetáculo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cheia de simbolismo, Moreno fez por merecer os prêmios que recebeu por conta do espetáculo; melhor texto no Shell 2004 e APCA de melhor autor e espetáculo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fazia tempo que não assistia um espetáculo que me deixasse tão inexpressiva, a ponto de não ter uma opinião sobre o que foi visto logo após a peça acabar.&lt;br /&gt;Gostei. Isso é um fato.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É isso que me faz amar teatro. Você ser surpreendido quando menos se espera. Saber que sabe de tudo, do caminho que as coisas vão segiuir, mas aí, ele te pega de surpresa e ai você se lembra que, na verdade, nossas convicções e expectativas são nada.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/362588453383985929-2851349499159915133?l=discutindoteatro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://discutindoteatro.blogspot.com/2009/09/nem-tudo-que-parece-e.html</link><author>noreply@blogger.com (Marilia Ferreira)</author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_4T36E5bDwrw/Sq-LMOAT07I/AAAAAAAAAg4/htDKXS6SGVg/s72-c/t-sp-agreste_r.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>2</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-362588453383985929.post-6347825112958667825</guid><pubDate>Thu, 16 Jul 2009 18:12:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-07-16T11:36:10.291-07:00</atom:updated><title>Aceita uma xícara de café?</title><description>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_4T36E5bDwrw/Sl9xKaLhJqI/AAAAAAAAAgo/knYqcH4isD8/s1600-h/cafe.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5359126505234441890" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 216px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_4T36E5bDwrw/Sl9xKaLhJqI/AAAAAAAAAgo/knYqcH4isD8/s320/cafe.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Pós dramático. Não me recordo de ter assistido alguma peça desse gênero antes de Café Espiral, trabalho realizado pelo grupo Vocacional do Satyros. O termo é angustiante e um dos motivos que me levou ao teatro para assistí-la.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;É confuso. É necessário preparação para enxergar além.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;O palco fica nu. Para preenche-lo , atores e três cadeiras utilizadas apenas em algumas cenas. Este cenário retrata com exatidão a maior problemática da nossa atualidade; o vazio dos sentimentos e das ações nas relações humanas. As fortes marcações e a própria interpretação dos atores demonstram a mecanização dos gestos, palavras e até das cordialidades que somos postos a encarar diariamente.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;De que maneira podemos encontrar, no meio da nossa rotina, um jeito de estar vivo e longe do condicionamento pré estabelecidos na sociedade em busca da sobrevivência emocional e financeira? Somos, muitas vezes, espectadores da nossa vida. Sentamos e nos acomodamos confortavelmente em alguma cadeira e assistimos aos acontecimentos sem tomar qualquer atitude; estáticos.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;O novo ficará velho. As expectativas depois de alcançadas, acalmam-se e podem tornar-se em monotonia.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Com o intuito de levantar questionamentos no público , Café Espiral não deixa a desejar nesse quesito.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ficou intrigado? Então vá para o Satyros 1, em alguma quinta feira do mês de julho ás 22h30 e tire suas conclusões.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/362588453383985929-6347825112958667825?l=discutindoteatro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://discutindoteatro.blogspot.com/2009/07/aceita-uma-xicara-de-cafe.html</link><author>noreply@blogger.com (Marilia Ferreira)</author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_4T36E5bDwrw/Sl9xKaLhJqI/AAAAAAAAAgo/knYqcH4isD8/s72-c/cafe.bmp' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>4</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-362588453383985929.post-4129730108650249633</guid><pubDate>Sun, 10 May 2009 05:57:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-05-09T23:55:58.336-07:00</atom:updated><title>Olha a comédia stand up aí</title><description>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_4T36E5bDwrw/SgZ4QKI6ioI/AAAAAAAAAek/pguckWQHpQg/s1600-h/selecaodohumor.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5334083027661916802" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 238px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_4T36E5bDwrw/SgZ4QKI6ioI/AAAAAAAAAek/pguckWQHpQg/s320/selecaodohumor.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Faz poucos minutos que retornei da peça Seleção do Humor, a qual está em cartaz até o dia 30 deste mês no Teatro Folha, shopping Higienópolis.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;Confesso que minha primeira experiência com stand up não foi das melhores. Foi aquela em cartaz com o Rafinha Bastos, A arte do insulto há quase 2 anos atrás.&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;Sabe que depois de sair do espetáculo eu tinha uma certeza, eu nunca mais vejo esse tipo de peça. Mas percebi que a culpa não era do estilo da comédia, afinal ela dá certo há muitos anos nos Estados Unidos e, mesmo recentemente no Brasil , o público vem aumentando e lotando as cadeiras dos teatros que recebem o stand up.&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;Comédia é muito difícil. Mesmo que você já tenha ali o seu pré roteiro de piadas, é necessário o time. Se não tem, esquece, que nada que será falado ali terá graça.&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;Voltando ao Seleção do humor, que conta com Bruno Motta, host da apresentação e que faz isso muito bem, é o fixo. Na apresentação de hoje, teve presença de muitos convidados, que infelizmente não me recordo o nome deles. &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;Mas já que conto com esse imprevisto, pego para falar da atuação desses comediantes pelo tipo de piadas que estão no estilo stand up.&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;Piada auto depreciativa...porque eu sou gorda, ou baixinha, ou gigante, magricela, narigudo, orelhudo e qualquer outra coisa que a pessoa pegue sua , que possa estar fora do padrão globo de qualidade ou dos parâmetros fashionistas. &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;Ok. É engraçado ouvir um ou dois comentários...mas não metade da sua apresentação. Pra mim não funciona. Acho, desculpe o palavriado, mas é um pé no saco! Me remete aquele velho jogo de defesa do ego, eu me critico primeiro antes que os outros façam isso.&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;Na verdade essa é a única coisa negativa que tenho a comentar.&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Peço desculpas por não ter o nome dos outros comediantes, incluise desta que fez as piadas destruidoras de ego, mas logo isso será corrigido. Gosto de escrever logo quando eu chego em casa; as impressões, as emoções estão recentes e, amanhã elas já terão sofrido perdas, que podem ser vitais e atrapalhar a minha visão da peça.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Com os nomes em mão, continuo este post falando de cada comediante.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Indico este espetáculo. Infelizmente não é para todos. O custo dele é de 35 reais para aqueles que pagam inteira. Sem contar o horário, meia noite; quem depende de condução já complica ou convida um amigo que tem carro ou fica passeando a madrugada toda. E, para aqueles que vão de carro e pagam inteira, ainda tem o estacionamento, de um preço nada promocional de 3 horas com custo de 8 reais.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Detalhes e mais detalhes, que inconveniencia!&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Mas não me deixa sempre a vir a cabeça que, cultura e entretenimento não é pra todo mundo.Tá bom , todo mundo já sabe disso...mas é algo que tem que ser discutido sim, para que se ache uma solução.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Hoje, tem que ter mais que vontade, tem que ter capital...Claro que há as opções de baixo custo ou até gratuita, mas porque não todas oferecerem isso em um determinado momento?&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;E aqui que já abordei a mesma discussão no Hamlet do Wagner Moura, porque não criar dias populares? Permitir que todos que tenham interesse, mas não condições economicas, possam assistir a um bom espetáculo.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Reconheço a dificuldade de montar uma peça, do patrocionio, do pagamento dos atores e equipe técnica, do aluguel do espaço. Mas, nada mesmo pode ser feito?Em um dia no mês, um final de semana, haver apresentações com preços e horários mais acessíveis? Ainda mais no caso dos stand up, que não exige, figurino, cenário e, se feito até um determinado horário, pode ser feito a luz natural e em um local público?&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;Fica aí, mas uma vez esse questionamento solto...&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/362588453383985929-4129730108650249633?l=discutindoteatro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://discutindoteatro.blogspot.com/2009/05/olha-comedia-stand-up-ai.html</link><author>noreply@blogger.com (Marilia Ferreira)</author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_4T36E5bDwrw/SgZ4QKI6ioI/AAAAAAAAAek/pguckWQHpQg/s72-c/selecaodohumor.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>7</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-362588453383985929.post-8903295620762029739</guid><pubDate>Tue, 17 Mar 2009 03:40:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-03-16T20:41:20.680-07:00</atom:updated><title>A Queda da Sinagoga de Dionísio</title><description>&lt;div align="justify"&gt;Conforme o tempo vem passando, aos poucos, São Paulo perde um dos espaços mais importantes e significativos na história do teatro brasileiro e, afirmo com todo o penar de como esta situação é triste.&lt;br /&gt;Não há muito tempo freqüento o Teatro Oficina, precisamente falando, desde 2006, mas é notório esta queda de público que é conseqüente da queda do grupo. Não no âmbito profissional, já que isto nunca me pareceu ser uma prioridade de ter excelente atores quando se comparado a outrora, nos tempos áureos do Oficina; e sim na energia entre atores entre atores e ator com público.&lt;br /&gt;O carnaval que sempre foi tido como fonte de vida neste teatro tem na verdade desaparecido e excluindo o público do convívio e da sintonia da companhia. Não me refiro também as intervenções do público em cena, mas da ligação verdadeira dos profissionais que lá trabalham com as pessoas que lá freqüentam.&lt;br /&gt;Das poucos vezes que fui nestes últimos meses, senti um conflito de egos entre os atores.&lt;br /&gt;Percebe-se que lá há um rodízio entre os queridinhos e, quando isso acontece os outros em cena parecem meros figurantes e deixam em evidências “os grandes”.&lt;br /&gt;Que teatro é esse? Cadê o coletivo? A união? O poder de unir as diferenças que, por mais divergentes que possam parecer, agora estão separadas por um abismo.&lt;br /&gt;Afirmo que, das pessoas que conheci lá, refiro-me público, sentem falta disso. Falo aqui em nome de alguns deles que sentem que o lugar que tanto gostávamos de ir, que tínhamos como um templo, está desfalecendo.&lt;br /&gt;Penso que, algo poderia ser feito se de fato eles quisessem fazer. Sei que o público fiel que eles sempre tiveram o apoiariam.&lt;br /&gt;O jeito é aguardar e quem sabe esperar também que Eles vejam isso e que tudo seja revertido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Evoé!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/362588453383985929-8903295620762029739?l=discutindoteatro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://discutindoteatro.blogspot.com/2009/03/queda-da-sinagoga-de-dionisio.html</link><author>noreply@blogger.com (Marilia Ferreira)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>17</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-362588453383985929.post-1719868386918703078</guid><pubDate>Fri, 06 Mar 2009 03:30:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-03-05T21:20:16.428-08:00</atom:updated><title>Se vira...</title><description>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_4T36E5bDwrw/SbCyiLk2snI/AAAAAAAAAdU/-kzGW7nAA5g/s1600-h/improvavel.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5309940260962480754" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 213px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_4T36E5bDwrw/SbCyiLk2snI/AAAAAAAAAdU/-kzGW7nAA5g/s320/improvavel.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ás quintas feiras, no teatro Tuca ás 21h31, ou talvez com alguns minutos de atraso decorrente a grande quantidade de pessoas , está em cartaz o espetáculo " Improvável".&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Bom, primeiramente é preciso avisar que, esteja preparado para rir até seu estomago começar a doer...suas bochechas arderem...&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Com a presença de quatro comediantes em palco, Improvável é um espetáculo no qual esses atores realizam cenas improvisadas por meio de frases que a própria platéia sugere antes do espetáculo ou no durante.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Dinamismo é a palavra chave. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Entretenimento garantido pelo simples fato e, genial, de colocar pessoas em situação cotidianas, porém bizarras...aquelas que geralmente só ficam na nossa cabeça são finalmente visualizadas ao vivo e a cores.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ficam em palco nu. Apenas quatro bancos, pretos e coloridos, no centro e mais um a direita do palco a qual é ocupada pelo mestre de cerimônia, geralmente um convidado, entre eles podem-se citar: Marcelo Tas, Oscar Filho, Marcela Leal, Marco Luque, Marianna Armellini, Cristiane Wersom, Marco Gonçalves, Márcio Ballas e Rafinha Bastos, que há um ano atrás era o MC fixo do show.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Genialmente criado, produzido e encenado pela Cia Barbixas de Humor, grupo composto pelos atores Anderson Bizzocchi, Elídio Sanna e Daniel Nascimento, apesar que vale lembrar também que Improvável é influênciado pelo programa "Whose Line is it Anyway?" transmitido na Inglaterra e Estados Unidos; o espetáculo ficou nacionalmente conhecido por meio do youtube e, assim, a platéia já sabe exatamente o que as espera e o que quer ver.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Histórias improváveis, Frases improváveis, Troca, acredito que o mais famoso e aclamado pelo público, Conto de Fadas, Abecedário, Slide Show e Perguntas são apenas alguns dos quadros apresentados em cena.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Interessante que, ao parar pra analisar que, quem teve a idéia deste espetáculo é um gênio. Estudantes de teatro sabem disso...quem não fez um jogo teatral? Talvez não o mesmo tipo que eles fazem, mas é algo que puta: é a maior sacada; você entra em cena, "faz graça" que pode dar certo ou também ser um desastre e ai, no final do dia tá lá...teu salário!&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Já conseguiu pensar em algo melhor pra ser? Pra fazer?&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Lógico que não.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Mas estar ali não é também tão fácil quanto parece. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Não é pra qualquer um conseguir criar cenas em apenas segundos e que tenham sentido e engraçadas; exige-se um pensamento sagaz e não só falar besteira a torto e a direito.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;O timming, a pré disposição e, principalmente a prontidão. Há vacilos, mas afinal, quem nunca vacilou? Agir espontaneamente , de maneira clara e intencional exige muito foco e muita bagagem.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Privei de analisar cada ator, como geralmente costumo fazer...penso se é possível tal observação quando nos deparamos com a improvisação, ainda mais cômica.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Querendo ou não, estão lá pessoas que sabem fazer os outros rir.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Relevando tudo isso e, ainda mais daqueles que podem comprovar o que foi dito aqui, Improvável é uma ótima opção para uma quinta feira tediosa ou para já te preparar pro final de semana.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Sem previsão de final de temporada, mas não perca tempo.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Tire suas nádegas da cadeira do computador e vá ate o Tuca apreciar este espetáculo que provavelmente o mais hilário e humano que assistirá.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;"Um espetáculo provavelmente bom" com duração de provavelmente 60 minutos.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Vendas de ingresso pelo site &lt;a href="http://www.improvavel.com.br/"&gt;http://www.improvavel.com.br/&lt;/a&gt; ou no próprio teatro no valor de R$40,00 ou você pode adquirí-los antecipadamente pelo valor de R$30,00, mas somente para inteira.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Xerete enquanto isso no site do youtube; basta digitar improvável que vários vídeos estarão a sua disposição.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Zele nossos comediantes; contemplê-os que é fato que não haverá arrependimentos.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/362588453383985929-1719868386918703078?l=discutindoteatro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://discutindoteatro.blogspot.com/2009/03/se-vira.html</link><author>noreply@blogger.com (Marilia Ferreira)</author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_4T36E5bDwrw/SbCyiLk2snI/AAAAAAAAAdU/-kzGW7nAA5g/s72-c/improvavel.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>5</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-362588453383985929.post-1099438776764645422</guid><pubDate>Fri, 23 Jan 2009 15:33:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-01-23T07:35:13.601-08:00</atom:updated><title>Na minha não!</title><description>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_4T36E5bDwrw/SXnjdhbmz9I/AAAAAAAAAaU/BRoV1MXRT4w/s1600-h/navalhanacarne.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5294512933280600018" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 216px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_4T36E5bDwrw/SXnjdhbmz9I/AAAAAAAAAaU/BRoV1MXRT4w/s320/navalhanacarne.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;No espaço subterrâneo do Centro Cultural de São Paulo está em cartaz a peça Navalha na Carne, de Plínio Marcos. O elenco conta com os atores Gero Camilo, Gustavo Machado e Paula Cohen, com direção de Pedro Granato.&lt;br /&gt;O local para apresentação é muito bem arquitetado pela simplicidade. Ao entrar, uma “cortina” de fios de plásticos; um dos atores está já na porta para receber o público.&lt;br /&gt;A sua frente já se pode ver uma cama redonda de motel e, a sua volta quadro canos de luz; uma porta de ferro muito bem feita que apenas se tinha a parte central e o coração vermelho que piscava metade para cima e depois metade para baixo.&lt;br /&gt;Ficamos em forma de arena e, enquanto o público se ajeita nas cadeiras os atores interagem com seus novos vizinhos.&lt;br /&gt;Todos a postos. Sob patins, shorts azul claro e uma camiseta regata, ouve a voz imponente de Gero Camilo com a seguinte canção: “ Quando eu digo merda, eu quero dizer Axé...Evoé! Repetido algumas vezes o refrão, o espetáculo se inicia.&lt;br /&gt;Merda.&lt;br /&gt;Navalha na Carne conta a história do cafetão Vado, da prostituta Neusa Sueli e do homossexual Veludo. A trama se desenrola quando, Neusa chega do trabalho e deve entregar o dinheiro ganho na noite de trabalho a Vado porém, quando eles percebem o dinheiro sumiu e deduzem que foi Veludo que levou a grana, já que ele é o faxineiro do motel.&lt;br /&gt;A boa pinta e malandragem do cafetão; a insanidade sã da prostituta e o bom humor do gay transformam a peça em uma comédia apesar de todos os problemas vividos pelo os personagens.&lt;br /&gt;A mulher, nesta peça de Plínio, mostra um lado mais sórdido, diferente de “ Quando as Máquinas Param”. A carência e a dificuldade da profissão de Neusa Sueli a deixam presa a um homem que a maltrata, humilha e a deixa a ver navios.&lt;br /&gt;Cenas de sexo entre os três atores simultaneamente desvendam a posição de cada um durante o espetáculo. Veludo, apesar de se portar como uma dama, consegue dominar Vado, enquanto Neusa até o fim não passa de um boneco.&lt;br /&gt;Quanto a atuação. Gero Camilo é excelente. Tem uma puta potência vocal, presença e sabe lidar bem entre as situação cômicas e dramáticas. Só parei pra pensar durante um momento: “Porque ele só faz personagem homossexuais?” Claro que ele já fez outros tipos de personagens, mas na minha cabeça só me lembrava do marido de Rodrigo Santoro em Carandiru.&lt;br /&gt;O cafetão, interpretado por Gustavo Machado é bom. Apenas no inicio do espetáculo que não era possível entender uma só palavra que ele dizia; a fala era rápida e, na hora de pronunciá-las ficou tudo grudado e incompreensível.&lt;br /&gt;Já Paula Cohen,achei ela ótima, mas ficou uma dúvida, pelo menos para mim, será que a profissão de Neusa a deixa tão traumatizada, juntamente com a carência afetiva, que ela é uma pessoa inquieta e até pode ser vista como louca ou ela usa drogas para se manter ligada no trabalho? A personagem não parava um minuto, Subia e descia da cama; se deitada parecia que tava ligada na tomada, andava de um lado para o outro.&lt;br /&gt;Confesso que ainda não li a peça, agora me ficou mais urgente essa leitura para entender se foi uma interpretação da atriz ou se de fato foi o Plínio quis para sua personagem.&lt;br /&gt;Navalha na Carne ficará em cartaz até o dia 19 de fevereiro, de terça a quinta-feira ás 21h.&lt;br /&gt;Bye bye, baby! &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/362588453383985929-1099438776764645422?l=discutindoteatro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://discutindoteatro.blogspot.com/2009/01/na-minha-no.html</link><author>noreply@blogger.com (Marilia Ferreira)</author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_4T36E5bDwrw/SXnjdhbmz9I/AAAAAAAAAaU/BRoV1MXRT4w/s72-c/navalhanacarne.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>9</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-362588453383985929.post-3870467535769370623</guid><pubDate>Thu, 30 Oct 2008 21:15:00 +0000</pubDate><atom:updated>2008-10-30T15:37:15.164-07:00</atom:updated><title>A nova casa do marquês.</title><description>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_4T36E5bDwrw/SQolAivjxTI/AAAAAAAAAUk/a935GKYT2-8/s1600-h/filosofia.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5263059805792355634" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 214px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_4T36E5bDwrw/SQolAivjxTI/AAAAAAAAAUk/a935GKYT2-8/s320/filosofia.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;A Companhia de teatro Os Satyros tem hoje um novo hóspede em sua casa, marquês de Sade. Já com a famosa peça, 120 dias de Sodoma, voltam à apresentar Filosofia na Alcova, que já foi um grande sucesso em sua primeira temporada e agora continua a mostrar sua eficiência no conquistar do público; exemplo disso foi nas Satyrianas deste ano; uma parte do público não conseguiu entrar para assistir a peça e, os que ingressaram a mais tiveram que se acomodar até na “sacada” do espaço 2.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No elenco, os atores: Andressa Cabral, Evelyn Ligocki, Beto Bellinni, Marta Baião, Diogo Moura e Ruy Andrade; direção de Rodolfo García Vázquez. Filosofia na Alcova mostra, mais ainda, o lado carnal do marquês. Não que 120 dias seja diferente neste aspecto contudo, as cenas do primeiro são mais chocantes e explicitas; no segundo, o texto é tão pesado e cruel que chega a nos fazer sentir um certo frio na espinha, uma necessidade de sentir-se humano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sempre houve comentários sobre esse segmento de peças, que são fortes e exageradas, mas se pararmos para analisar a mente das pessoas entende-se que tudo é possível dentro dela. O que há de errado em ser libertino se ele não busca nada além da sua realização?&lt;br /&gt;Cada um respeite o próximo, neste ponto 120 Dias já foge um pouco, mas o que é mais normal do que os devaneios, as coisas proibidas?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dois libertinos que ensinam uma jovem em potencial a tornar-se um deles. No começo do percurso, uma certa estranheza até chegar o momento do reconhecimento desta jovem com a sua nova vida; a aceitação, o prazer e também o sacrifício que, acaba por torna-se em, talvez, arrependimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa peça me fez refletir demais sobre as limitações; se elas existem é porque permitidos. E então como fazer para adequá-las nesse cotidiano hipócrita?&lt;br /&gt;Se tiver a resposta avise, senão assista Filosofia na Alcova ás sextas e sábados ás 21h e pense e viva por 1 hora e meia o que é ter o gostinho de saborear as insanidades que existem na sua cabeça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Moral? Quem tem hoje e o que ela é, de fato? &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/362588453383985929-3870467535769370623?l=discutindoteatro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://discutindoteatro.blogspot.com/2008/10/nova-casa-do-marqus.html</link><author>noreply@blogger.com (Marilia Ferreira)</author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_4T36E5bDwrw/SQolAivjxTI/AAAAAAAAAUk/a935GKYT2-8/s72-c/filosofia.bmp' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>6</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-362588453383985929.post-5166651038742203568</guid><pubDate>Mon, 28 Jul 2008 05:54:00 +0000</pubDate><atom:updated>2008-12-10T10:25:55.817-08:00</atom:updated><title>Ser ou não ser? Sim, ele é.</title><description>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_4T36E5bDwrw/SI1f76aKUQI/AAAAAAAAAS8/emfJw0YPDxQ/s1600-h/hamlet.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5227940225342918914" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_4T36E5bDwrw/SI1f76aKUQI/AAAAAAAAAS8/emfJw0YPDxQ/s320/hamlet.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Hamlet, a peça mais disputada desse primeiro semestre de 2008 continua a borbulhar e lotar os 506 lugares do Teatro FAAP.&lt;br /&gt;Porque?&lt;br /&gt;Simplesmente Wagner Moura.&lt;br /&gt;Ator sensação do momento.&lt;br /&gt;Apesar de estar constantemente em atividade na Tv Globo, em participações em seriados, foi no filme Tropa de Elite que o ator torno-se um marco nacional.&lt;br /&gt;Sim, este blog continua a discutir sobre a direção e atuação dos atores mas, convenhamos que, se o Wagner Moura não fizesse parte desta apresentação, ela não seria tão disputada tapa a tapa pelo público por ingressos no custo de R$ 80,00, ou pelas camisetas personalizadas vendidas no hall do teatro por R$ 29,00 ou , essa é a parte que mais me alegrou, o valor de CINCO REAIS pela programação da peça.&lt;br /&gt;É necessário falar mais?&lt;br /&gt;Dá para ficar indignado?&lt;br /&gt;Imagine só!&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Enfim, voltando ao propósito principal.&lt;br /&gt;Com direção de Aderbal Freire filho, este Hamlet vem com uma proposta moderna.&lt;br /&gt;Nada de figurino de época; Modelos patrocinados pela Osklen.&lt;br /&gt;Quer mais?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O cenário é simples. Apenas alguns andaimes em suas laterais.&lt;br /&gt;Centro do palco, limpo.&lt;br /&gt;Com alguns objetos para utilização das cenas, mas sempre amplo e descarado.&lt;br /&gt;Das laterais da platéia, não era possível ver a todo o instante os atores que estão em cena.&lt;br /&gt;Durante todo o espetáculo, os atores ficam em cena, nos andaimes, vendo tudo acontecer.&lt;br /&gt;Não sei ainda bem o quanto isso me agradou.&lt;br /&gt;Achei interessante, mas intrigante.&lt;br /&gt;Notei um ou outro ator “em off” durante a apresentação.&lt;br /&gt;Se nas Cortes, os reis quase nunca ficam sós, então aqueles que estão presentes, que se façam presentes!&lt;br /&gt;Ou será que são apenas espectadores, como nós? Que quando cogitados, entram em cena e assumem seu papel?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outro detalhe.&lt;br /&gt;Intervalo.&lt;br /&gt;Sou contra.&lt;br /&gt;Acredito que quebra o clima de todos que estão envolvidos e, não parei de pensar desde então, e os atores? O que passa nesse momento em suas mentes?&lt;br /&gt;Estão na personagem? Voltaram a ser eles mesmos?&lt;br /&gt;Como é esse processo quando há essa quebra?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As falas são rápidas, na velocidade da mente louca de Hamlet.&lt;br /&gt;Houve alguns engasgos pelos atores Tonico Pereira e Gillray Coutinho apesar, que este é um ator excepcional, foi fascinante durante toda sua apresentação.&lt;br /&gt;Os outros atores tiveram uma representação boa, mas não memorável.&lt;br /&gt;E o Wagner, será que errou?&lt;br /&gt;Não. Meus olhos não conseguiam se desgrudar de sua pessoa; como se houvesse um imã, uma corrente que me puxasse a ele, toda vez que estava em cena.&lt;br /&gt;A platéia parecia estar na mesma sintonia...seus olhos ficam vidrados em cada aparição de Hamlet, mas não pelo Wagner, mas sim pela sua personagem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É lamentável que esta peça fique tão pouco tempo em cartaz e, principalmente que ela não esteja ao alcance de toda nossa população.&lt;br /&gt;Seria majestoso que, Hamlet pudesse ser levado a quem o quiseste prestigiá-lo, para aqueles que não tem condições de gastar tal alta quantia que, de fato fosse valorizado a arte, o poder de levar este bem a todos, sem discriminação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E que, principalmente, além de tudo, os programas das peças não fossem cobrados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De todas as maravilhosas sensações que tive ao ver Hamlet, esta dura realidade me trouxe ao chão e me fez perceber que, no fundo no fundo, o que pode de fato importar é sempre o lucro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez não para o todo, mas ele permanece...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;$$$&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;* Foto retirada do site da FAAP.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/362588453383985929-5166651038742203568?l=discutindoteatro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://discutindoteatro.blogspot.com/2008/07/ser-ou-no-ser-sim-ele.html</link><author>noreply@blogger.com (Marilia Ferreira)</author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_4T36E5bDwrw/SI1f76aKUQI/AAAAAAAAAS8/emfJw0YPDxQ/s72-c/hamlet.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>16</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-362588453383985929.post-4700099367126449685</guid><pubDate>Fri, 11 Jul 2008 04:09:00 +0000</pubDate><atom:updated>2008-12-10T10:25:55.827-08:00</atom:updated><title>Cipriano e Chantalan versão 2008</title><description>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_4T36E5bDwrw/SHbeLdY53bI/AAAAAAAAASY/TlobDDXNF8Q/s1600-h/cypriano_005-thumb.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;div align="justify"&gt;O local é o mesmo e a expectativa está maior desde sua única apresentação em dezembro do ano passado.&lt;br /&gt;Finalmente chega o dia em que a Companhia Uzyna Uzona apresenta a peça Cipriano e Chantalan.&lt;br /&gt;Retiro quase tudo do que disse de ruim sobre. ( Aos que queiram entender melhor por favor vejam o post antigo de Chatalan)&lt;br /&gt;Fiquei maravilhada e me senti criança de novo. O colorido espalhado entre os panos, estrelas e natureza, misturados com o coro de vozes dos atores mirins do Bixigão que alegram todo o espaço avenida Oficina. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Um item que preciso ressaltar. A beleza do cenário. Acho que nunca vi um cenário tão lindo. Simples e de uma vivacidade incrivel.&lt;br /&gt;Com o enredo do amor interrompido de Cipriano que perde Chantalan em uma tarde de domingo este, desesperado corre atrás do seu amor por 7 anos e, nesse período, passa por aventuras fantásticas para reencontrar esse amor.&lt;br /&gt;Passa pela casa do Sol – gay, ótima interpretação de Guilherme Calzarava, como o próprio astro e, sua mãe, interpretada por Céllia Nascimento. O público foi levado do inicio ao fim pelas peripécias das duas personagens.&lt;br /&gt;Após esse momento “alegre”, Cipriano vai até o céu atrás da Princesa da Lua que, acompanhada por suas estrelas enriquecem a moral do gênero feminino de que “nunca se entregar rápido demais, esse é o X da questão.”&lt;br /&gt;A cantora lírica e claro, atriz, Naomy Schölling foi o glamour desta viagem. Uma ótima atuação que prendeu o público com sua linda voz e com suas caras e bocas.&lt;br /&gt;Sem encontrar o que queria, Cipriano continua sua busca e vai para a selva. Lá encontra índios que, ao conhecerem um empresário se vendem para o showbusiness.&lt;br /&gt;E aí que eu me senti perdida.&lt;br /&gt;Apesar de, em cada “mundo” que Cipriano visita, mesmo que ele não esteja o tempo todo presente, as passagens das personagens são apresentadas em um bom tempo. Não curta demais ou longo demais.&lt;br /&gt;Mas, nessa cena da visita a selva, fica longo demais e o Cipriano apenas assisti ao fundo tudo que se passa.&lt;br /&gt;E ai entramos no mundo árabe; e “vamos todos comer kibe!”&lt;br /&gt;Não dá para negar que é uma parte muito animada, mas e....&lt;br /&gt;Cadê a história mesmo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esses dois momentos foram os únicos no qual a história ficou perdida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, Chantalan, que agora é uma “menina – gaivota” , reencontra seu amado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O fim?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda não.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em meio do palco me aparece Alice. Sim, Alice no País das Maravilhas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar de ser uma peça que me lembra muito o Pequeno Príncipe, esse final com referência a Alice deu muito sentido as coisas fantásticas que aconteceram durante as 3 horas de apresentação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pode ter sido óbvio?&lt;br /&gt;Pode.&lt;br /&gt;Mas confesso que fiquei muito feliz com o resultado.&lt;br /&gt;Senti- me novamente no Oficina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Evoé!&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/362588453383985929-4700099367126449685?l=discutindoteatro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://discutindoteatro.blogspot.com/2008/07/cipriano-e-chantalan-verso-2008.html</link><author>noreply@blogger.com (Marilia Ferreira)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>7</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-362588453383985929.post-1567425962433831264</guid><pubDate>Tue, 24 Jun 2008 02:15:00 +0000</pubDate><atom:updated>2008-12-10T10:25:56.037-08:00</atom:updated><title>Os 50 anos do Teatro Oficina – por olhos de fora.</title><description>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_4T36E5bDwrw/SGBZNHqD49I/AAAAAAAAAR4/KLLJtwwHJp8/s1600-h/os+sert%C3%B5es.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5215266450423669714" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_4T36E5bDwrw/SGBZNHqD49I/AAAAAAAAAR4/KLLJtwwHJp8/s320/os+sert%C3%B5es.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;Com estilo bem diferente de qualquer outro teatro na capital paulista, o Teatro Oficina, presidido pelo diretor e ator José Celso Martinez Corrêa, comemora seus 50 anos de existência e sobrevivência no bairro do Bixiga.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Formado pela Companhia Uzyna Uzona, o Teatro Oficina, ou também conhecido apenas por Oficina, é um dos teatros de São Paulo mais conhecido pela sua linha divergente, comparado aos teatros tradicionais, uma vez que trabalha muito com alguns tabus ainda encontrados na sociedade brasileira, como a homossexualidade, drogas e sexo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na década de 1960, o Oficina foi um importante centro de resistência na época da ditadura no país, tendo em uma de suas apresentações de o Rei da Vela, (*história que conta a fábula de um industrial de velas, arruinado sob o peso de empréstimos insaldáveis ao imperialismo norte-americano, retrata a condição subdesenvolvida do país, alvo de uma mentalidade tacanha, autoritária e erigida sobre aparências) uma invasão militar, acabando então com a presente apresentação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um outro marco recente do Oficina foi nos anos de 2005, 2006 e início de 2007. Com mais de 25 horas de peça, o grupo Uzyna Uzona montou a apresentação do livro Os Sertões, de Euclides da Cunha, marco da reportagem brasileira e, que foi publicado em 1902. E levou essa mesma peça para Canudos, seu cenário de origem, e outras cidades brasileiras, como Rio de Janeiro, Recife e Salvador.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com um elenco numeroso a montagem contou ainda com a participação do público que interagia com as músicas, danças e encenações. O Oficina adicionou muitos fãs à sua lista e prova disso foram as filas gigantescas para assistir a peça da Guerra de Canudos, ainda mais porque esse evento foi gravado e eternizado em DVD.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Curiosa com a opinião de seus admiradores, fui atrás de pessoas que freqüentam o teatro Oficina, algumas mais recentes e outras mais antigas e, entre todas as perguntas feitas, escolhi duas questões chaves para entender o que faz o trabalho do Grupo Oficina ser apreciado.Apresento-lhes meus entrevistados: Nathaly Matsuda Franzosi, freqüentadora do Teatro Oficina desde 2005; Luca Oliveira, freqüentador desde 2006 e Beatriz Rostey, público desde o ano passado.&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;- A temática que o Grupo utiliza é apenas para chocar ou tem algum propósito maior?&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;strong&gt;Nathaly:&lt;/strong&gt; A temática tem um propósito maior, mas muitas pessoas não percebem o propósito por estarem vinculadas às questões que as oprimem culturalmente, dando ênfase ao choque diante do nu e do sexo, por exemplo, não se atendo ao que realmente choca (questões, manobras, invasões no sentido concreto e abstrato e condições sociais).&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Luca:&lt;/strong&gt; A temática criada pelo diretor Zé Celso é a temática de Zé Celso. Ele preso em seu personagem e seu público querendo se prender em seus personagens. Penso que a vontade de seus freqüentadores em se “chocar” seja maior que a dele de “chocar”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Beatriz:&lt;/strong&gt; Entendo que a temática utilizada por ele é feita pra chocar e nisso encontra seu mérito, ela quebra com a maneira fácil e desatenciosa de se relacionar com alguma criação. O choque tem valor de extrema importância, ele nos faz repensar nossas noções e faz com que nos atenhamos mais àquilo que requere nossa atenção. É uma reivindicação a uma percepção mais crítica. Também, percebi fazer parte das montagens de Zé Celso uma crítica ao pequeno burguês, por isto o elemento nu ganha tanta relevância. Numa tentativa de desconstrução da ideologia burguesa, o homem se despe, escancarando sua natureza e quebrando expectativas e regras numa contraposição. O nu desavergonhado, não casto e real gera um incômodo, e é neste incômodo que existe uma mensagem a serviço do resto do enredo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;- O que lhe desagrada no trabalho de Zé Celso?&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;strong&gt;Nathaly:&lt;/strong&gt; Bom, algumas peças pós Os Sertões não me agradaram, por conter muitos incrementos de Os Sertões e me parecerem um pouco vazias, com reflexões batidas e com algumas coisas sem nexo, fazendo com que a peça fugisse do tema e do contexto. O que não me agrada muito no Zé são algumas maneiras indelicadas e extremistas que às vezes ele demonstra. O nu que ele coloca nas peças não me incomoda, porém quando é posto em exagero acaba sendo banalizado.&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;strong&gt;Luca:&lt;/strong&gt; A repetição da alma de suas personagens.&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;strong&gt;Beatriz:&lt;/strong&gt; No trabalho dele há, na minha visão, uma certa ingenuidade, um espírito desatualizado de revolta e contestação. Isso por conta da minha própria posição, vejo que estamos num contexto mais cru, as ilusões não estão mais ligadas ao rompimento com estruturas do sistema, vejo que cada vez mais percebemos como todos estamos submetidos a ele de uma forma lúcida. Alguns chamam isto de juventude alienada, mas isto é refletido por essa juventude, é o nosso tempo e realidade, e essa crueza pertence ao olhar de pessoas de diferentes idades. Não temos construção do homem brasileiro (antropofagia), guerras e ditaduras. Temos um modelo criado por nós que nos aprisionou de uma forma extremamente poderosa, que nos tirou nossa humanidade. Creio que as obras podem reivindicar isto e falar disto, agora se por de uma maneira tão superior ao “inimigo” é um algo que até me desanima.&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;Com a mesma importância do público e, também para finalizar essa reportagem, despertou-me o interesse dos integrantes da Uzyna Uzona; por isso, conversei com umas das atrizes da Companhia, que também é cantora lírica, Naomy Schölling, integrante do Oficina desde de 2005, participando apenas do ciclo de Os Sertões.&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;strong&gt;- Como é para você fazer parte da comemoração dos 50 anos do Teatro? &lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Naomy:&lt;/strong&gt; É muito emocionante. Fazer parte de um grupo como o Oficina, com tanta história (50 anos!!), é um privilégio. Como é um privilégio trabalhar com um artista tão genial como o Zé Celso. Apesar de ainda não ter entrado o dinheiro da patrocinadora Petrobrás, e de estarmos trabalhando por muito pouco dinheiro, foi minha opção não me juntar a um outro trabalho para o qual fui convidada, só para poder estar no Oficina neste ano tão importante. Agora estamos ensaiando Cypriano e Chantalan, escrita pelo irmão do Zé, Luiz Antônio Martinez Correa. Parece que a próxima será Os Bandidos, de Schiller. Depois, não sei...&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;strong&gt;- Porque trabalhar no Oficina? &lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Naomy:&lt;/strong&gt; Pelo Zé. Pelo Oficina. Por todo mundo que já passou por lá. Por todos que ainda estão. Por tudo que tenho a aprender lá.&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;strong&gt;- Você acredita que o trabalho feito por Zé Celso com o nu pode mais denegrir do que beneficiar a Companhia? &lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Naomy:&lt;/strong&gt; Não. Na grande maioria das vezes, acho que o nu é usado de maneira magistral. É difícil eu achar que um momento de nu, ou alguma cena onde a sexualidade é explorada de alguma forma são momentos supérfluos, desnecessários.&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;strong&gt;- Você acredita que pode haver uma mudança no estilo do Teatro Oficina daqui 20, 30 anos? &lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Naomy:&lt;/strong&gt; Acho que o estilo do teatro só mudaria se o Zé não estivesse mais lá. Apesar de também haver outras peças fundamentais no universo do grupo, como o Marcelo Drummond, o Oficina gira em torno do Zé. Mas, como todo ser humano é suscetível a mudanças, talvez o próprio Zé vá alterando seu estilo com o passar do tempo. Ele acredita que Taniko seja uma peça diferente das outras que já fez. Ainda não assisti à peça inteira, portanto, não posso concordar ou discordar dele.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;* Informação retirada do site: &lt;/em&gt;&lt;a href="http://www.itaucultural.org.br/aplicexternas/enciclopedia_teatro/index.cfm?fuseaction=espetaculos_biografia&amp;amp;cd_verbete=456"&gt;&lt;em&gt;http://www.itaucultural.org.br/aplicexternas/enciclopedia_teatro/index.cfm?fuseaction=espetaculos_biografia&amp;amp;cd_verbete=456&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;em&gt;**Para essa matéria estar completa seria fundamental a participação de Zé Celso, porém, após algumas tentativas e até uma resposta do mesmo, não foi possível uma entrevista a tempo da entrega dessa reportagem com Zé e com o diretor da Companhia, Marcelo Drummond.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;em&gt;&lt;/div&gt;&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/362588453383985929-1567425962433831264?l=discutindoteatro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://discutindoteatro.blogspot.com/2008/06/os-50-anos-do-teatro-oficina-por-olhos.html</link><author>noreply@blogger.com (Marilia Ferreira)</author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_4T36E5bDwrw/SGBZNHqD49I/AAAAAAAAAR4/KLLJtwwHJp8/s72-c/os+sert%C3%B5es.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>4</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-362588453383985929.post-3529556106359030133</guid><pubDate>Sun, 15 Jun 2008 03:25:00 +0000</pubDate><atom:updated>2008-12-10T10:25:56.214-08:00</atom:updated><title>Vento Forte para um Papagaio Subir</title><description>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_4T36E5bDwrw/SFSM6TXJNUI/AAAAAAAAAQU/M3hVTAFG21c/s1600-h/ventoforte_flyer.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5211945602032153922" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_4T36E5bDwrw/SFSM6TXJNUI/AAAAAAAAAQU/M3hVTAFG21c/s320/ventoforte_flyer.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Peça escrita pelo diretor e ator José Celso Martinez Corrêa aos 21 anos de idade, Vento Forte se passa em uma cidade fictícia no interior de São Paulo chamada Bandeirantes – que na verdade representa a cidade de Araraquara, na qual Zé Celso viveu com sua família por alguns anos.&lt;br /&gt;Esta história é composta pelo atores: Lucas Weglinski (João Ignácio), Guilherme Calzavara(Ricardo “Lupo”, melhor amigo de João), Silvia Prado ( Maria das Dores, irmã de João), Anna Guilhermina ( Lucinha, namorada de João Ignácio) e Vera Leite ( a mãe). Ah, e com a presença de Zé Celso, sendo o Zé Celso.&lt;br /&gt;O enredo é simples porém não deixa de ser uma problemática vivida por muita gente; se desprender da sua raiz,o querer conhecer além do que os olhos vêem e de ir atrás de uma realização pessoal.&lt;br /&gt;E, na tempestade que ocorre em Bandeirantes, talvez provocada e, com certeza desejada por João Ignácio, é que o faz ser livre e assim vai voar mundo afora, deixando todos aqueles que amava.&lt;br /&gt;Analisando a apresentação.&lt;br /&gt;Bom, o começo é longo; a peça realmente demora uns 20 minutos para de fato começar. Neste inicio, vídeos são passados, falando do Oficina, do enredo, das personagens e, claro do Anhangabaú da Feliz Cidade.&lt;br /&gt;Acaba sendo muito cansativo e até desnecessário esse abuso de recurso audiovisual.&lt;br /&gt;Talvez por ser a gravação do DVD muita coisa surgiu do nada e que também não adicionou nada. Um exemplo foi de Zé pedir por vinho. Entra uma atriz que trabalha na companhia, gosto muito dela mas..., ela canta e sai. E...? e, enquanto isso, os outros atores ficaram sentados “tomando café”.&lt;br /&gt;Houve também participação da platéia. Uma delas longa demais. Outras caíram muito bem.&lt;br /&gt;Um elogio que não pode deixar de ser feito, é para o ator Lucas Weglinski. Eu assisti pela primeira vez Vento Forte no seu ensaio aberto e, foi quando vi Lucas atuando mesmo, e, com a missão de uma personagem principal. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ele está excelente em sua performance. Forte e convincente.&lt;br /&gt;Os outros atores, como já conhecia bem o trabalho deles, estavam dentro da expectativa; cada um com o seu ponto forte bem vívido.&lt;br /&gt;E o Zé...bom é o Zé. Estava presente o tempo todo. É fascinante ver como ele gosta de estar no meio; no centro.&lt;br /&gt;Dia 14 de junho de 2008. Ultima apresentação de Vento Forte para um Papagaio Subir.&lt;br /&gt;Quem viu, viu. Quem não viu, espera aí um ano para ver em DVD. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/362588453383985929-3529556106359030133?l=discutindoteatro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://discutindoteatro.blogspot.com/2008/06/vento-forte-para-um-papagaio-subir.html</link><author>noreply@blogger.com (Marilia Ferreira)</author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_4T36E5bDwrw/SFSM6TXJNUI/AAAAAAAAAQU/M3hVTAFG21c/s72-c/ventoforte_flyer.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>4</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-362588453383985929.post-560929269880451053</guid><pubDate>Mon, 12 May 2008 04:45:00 +0000</pubDate><atom:updated>2008-12-10T10:25:56.342-08:00</atom:updated><title>Taniko</title><description>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_4T36E5bDwrw/SCfNPIMN4DI/AAAAAAAAAGk/ZXCmuaYRc0I/s1600-h/taniko.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5199349954602983474" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_4T36E5bDwrw/SCfNPIMN4DI/AAAAAAAAAGk/ZXCmuaYRc0I/s320/taniko.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Com a estréia no ultimo dia 9, a nova peça dirigida por Zé Celso, Taniko, entra em temporada neste mês de maio ás sextas, sábados e domingos e fica em cartaz até o dia 1º de junho.&lt;br /&gt;Em homenagem a seu irmão Luis Antonio, o qual foi nesta peça sua última apresentação, o grupo Uzyna Uzona, com alguns atores novos, representa a obra em seu santuário, uma vez que as primeiras apresentações foram feitas no Sesc Paulista.&lt;br /&gt;A história conta a aventura de um jovem aprendiz, Kogata (Ariclenes Barroso, um jovem talento que conquistou o público em sua performance em Os Sertões) que decide se juntar ao seu mestre, Waki, interpretado por Marcelo Drummond em uma viagem rumo ao Brasil.&lt;br /&gt;Nesta viagem, o Kogata adoece e, por ordem do segundo mestre, que está abordo, ele deve ser submetido ao Rito do Mar. Com a sua morte, o arrependimento bate nos corações dos tripulantes, fazendo com que iniciem uma nova jornada para trazer o menino de volta a vida, afinal não se mata o que se ama.&lt;br /&gt;Além destes dois personagens, a tripulação conta com o segundo mestre a bordo, Tsuri (Hector Othon) e também o Coro De Iamabuchis, mochileiros budistas formado pelos atores: Anthero Montenegro, Camila Mota, Flávio Rocha, Julianne Elting, Lucas Weglinski, Rodrigo Andreolli.&lt;br /&gt;No elenco há também a presença das atrizes, Silva Prado, que interpreta mãe do jovem Kogata, Iemanjá e a poderosa deusa do mar, e Célia Nascimento, como a deusa Bunda Bundo.&lt;br /&gt;Há e claro, uma participação bem curta de Zé como apenas O Deus. Pequenas aparições, mas sempre Vital.&lt;br /&gt;As “fotografias” montadas durante o espetáculo são belíssimas. A excelente utilização dos panos é sempre um marco forte nas encenações do Grupo.&lt;br /&gt;Sempre com a presença da banda no terreiro eletrônico, desta vez ela foi mais do que vital; ela foi a base deste lindo musical.&lt;br /&gt;Apesar de ter gostado muito da peça, e que pretendo vê-la mais uma vez, a atuação de alguns atores deixou a desejar. Talvez por ser a estréia, ou por não estarem um bom dia ou também por total insegurança de um dos Iamabuchis, deixando muito evidente essa sensação. Infelizmente não posso citar o nome, porque não sei quem ele é, apenas sei que é um dos novos por lá.&lt;br /&gt;O ator Hector Othon deixa dúvidas. Ou ele interpretou com excelência um sábio mestre chinês ou simplesmente seus olhos estão mortos; não havia sentimento neles ou em qualquer de suas ações.&lt;br /&gt;O ultimo a se comentar é Drummond. Sempre gostei muito de sua atuação, mas naquela sexta - feira parecia estar algo errado. Havia também uma falta de vida, um ar pesado; inclusive no inicio da apresentação, quando ele dialoga com a mãe de seu aprendiz, houve tantos espaços vazios, um silêncio mais que normal, deu a sensação de uma falta de sintonia.&lt;br /&gt;Ah, um detalhe que pode ser até relevante, mas para mim foi surpreendente de uma ótima maneira. Não houve nudez total. Não pude nem acreditar! Sempre que vou ao Oficina espero ver alguém nu, inclusive o Zé, mas dessa vez não! Por mais que eu goste do seu teatro por ter esse trabalho corporal, me admira quando há essas mudanças.&lt;br /&gt;Além disso para encontrar a sua essência, do Zé e de seu grupo, basta respirar bem fundo dentro do Teatro Oficina e deixá-lo percorrer em todo seu corpo.&lt;br /&gt;É ali que está o seu coração.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Evoé!&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt; &lt;/p&gt;&lt;p&gt;* Foto retirada do site do Teatro Oficina.&lt;/p&gt;&lt;p&gt; &lt;/p&gt;&lt;p&gt; &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/362588453383985929-560929269880451053?l=discutindoteatro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://discutindoteatro.blogspot.com/2008/05/taniko.html</link><author>noreply@blogger.com (Marilia Ferreira)</author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_4T36E5bDwrw/SCfNPIMN4DI/AAAAAAAAAGk/ZXCmuaYRc0I/s72-c/taniko.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>4</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-362588453383985929.post-7258987144887408456</guid><pubDate>Sun, 04 May 2008 03:17:00 +0000</pubDate><atom:updated>2008-12-10T10:25:56.580-08:00</atom:updated><title>O Conto da Ilha Desconhecida</title><description>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_4T36E5bDwrw/SB0rB8a-qgI/AAAAAAAAAGE/E4mLu0Kj01E/s1600-h/conta+da+ilha.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5196356857454569986" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_4T36E5bDwrw/SB0rB8a-qgI/AAAAAAAAAGE/E4mLu0Kj01E/s320/conta+da+ilha.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Nem tudo que buscamos está em outro lugar especificamente físico.&lt;br /&gt;O que precisamos pode estar na nossa frente e sem necessidade de ser exatamente o que imaginávamos que nos faria feliz.&lt;br /&gt;A proposta apresentada pela Companhia Pé na Porta ,que fica em cartaz até o dia 29 de junho no Teatro Fabrica Coletiva, é a transcrição do desejo humano em realizar seus sonhos mesmo quando possam parecer impossíveis.&lt;br /&gt;O texto, originalmente de José Saramago, é bem trabalhado pelos atores da Companhia.&lt;br /&gt;O ambiente já é agradável logo a principio. Os atores lhe recebem ao som de violão e de percussão, particularmente, aprecio muito as peças que tem música ao vivo, principalmente a presença da percussão, a música ali viva, saindo das cordas vocais de cada pessoa faz se sentir que aquele som também te pertence, que ele existe e te rodeia por inteiro. Uma única vibração.&lt;br /&gt;Um jogo de ciclo das personagens é feito durante todo o espetáculo, acrescentando um tom  paradoxalmente de diversidade e singularidade. Cada ator pode dar o seu toque para a personagem e assim, possibilitando ela ser vista de inúmeros ângulos.&lt;br /&gt;Um ponto também muito positivo é a utilização de recursos simples para dar a criação de objetos de cena. Panos – árvores e guarda-chuvas - gaivotas nos faz lembrar de quando éramos crianças e que quando pegávamos um pedaço de pedra poderia ser na verdade um planeta de uma galáxia desconhecida. Aguçar a imaginação de que podemos transformar tudo que está a nossa volta naquilo que queremos, basta acreditar.&lt;br /&gt;A beleza do teatro é essa. Nos permitir saber que temos tudo a nossa mão. Que a imaginação, a criatividade é o maior recurso humano.&lt;br /&gt;Com os atores Henrique Athayde, Juliano Barone, Marcella De Nardo, Nathalia Marques, Patrícia Sinhorini, Fernanda Mariano, vale ressaltar que maior parte do elenco tem uma atuação convincente e sincera e, direção de Paulo Marcos, O Conto da Ilha Desconhecida é uma das poucas peças que me senti criança de novo e que pode te deixar levar também nessa mesma sintonia se você permitir, temos sempre que manter essa chama juvenil acesa para viver de verdade o que nos é apresentado em cena.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;* Foto retirada do site do Teatro Fábrica Coletivo.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/362588453383985929-7258987144887408456?l=discutindoteatro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://discutindoteatro.blogspot.com/2008/05/o-conto-da-ilha-desconhecida.html</link><author>noreply@blogger.com (Marilia Ferreira)</author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_4T36E5bDwrw/SB0rB8a-qgI/AAAAAAAAAGE/E4mLu0Kj01E/s72-c/conta+da+ilha.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>6</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-362588453383985929.post-1838513554247217691</guid><pubDate>Fri, 18 Apr 2008 03:21:00 +0000</pubDate><atom:updated>2008-12-10T10:25:56.736-08:00</atom:updated><title>O Arquiteto e o Imperador da Assíria</title><description>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_4T36E5bDwrw/SAjBVAGunEI/AAAAAAAAAFw/Woq3c8kckNc/s1600-h/arquiteto.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5190611137094130754" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_4T36E5bDwrw/SAjBVAGunEI/AAAAAAAAAFw/Woq3c8kckNc/s320/arquiteto.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Peça em cartaz no Satyros 2 que, infelizmente tem seu fim já no próximo dia 25 de abril, por conta de uma chamada Global ao ator Paulo Vilhena para uma Oficina em Los Angeles.&lt;br /&gt;A obra foi criada pelo espanhol Fernando Arrabal, e hoje conta com direção e, diga-se muito bem elaborada do mais novo diretor e já ator Haroldo Costa Ferrari, e com atuação de Beto Bellini, o Imperador e Paulo Vilhena, o Arquiteto.&lt;br /&gt;Como enredo há a história de dois homens presos em uma ilha deserta. O Imperador, sobrevivente de um acidente aéreo, e o Arquiteto, um ser primitivo que já habitava a ilha.&lt;br /&gt;Com sua alta modéstia e sentimento de superioridade por ser civilizado, o Imperador se vê como um Deus, um mestre para o ser primitivo que habita a ilha.&lt;br /&gt;O Arquiteto por sua vez encontra no Imperador alguém em quem confiar e que pode lhe ensinar como ser feliz mas, sem perceber como o seu companheiro o inveja pela sua pureza; por sua própria natureza.&lt;br /&gt;Sim, este é o básico.&lt;br /&gt;Agora o complexo.&lt;br /&gt;Desde a primeira versão apresentada no Teatro Ipanema, a utilização da linguagem do corpo é vital para a apresentação dessa peça.&lt;br /&gt;Infelizmente, não pude assistir a versão com os atores Rubens Corrêa eJosé Wilker mas, é preciso ressaltar o excepcional desempenho de Paulo Vilhena.&lt;br /&gt;Com uma alta exigência física que a personagem requer, o ator conseguiu fazer uma atuação impecável. Sem falhas nos diálogos, sem cansaço na voz, por conta das cambalhotas e pulos, sem contar das multifacetas que o Arquiteto tomava de acordo com o decorrer do espetáculo.&lt;br /&gt;Já o ator Beto Bellini pode-se constatar alguns erros em suas falas. Talvez porque ele as falasse rápido demais, mas não há como não comentar os incidentes. Uns cinco deles mais ou menos.&lt;br /&gt;Um outro ponto negativo de O Arquiteto e o Imperador da Assíria é a quantidade de músicas utilizadas. Parece um bombardeio e, sempre numa altura elevada demais para o tamanho do espaço.&lt;br /&gt;Voltando aos pontos positivos, Rodolfo Garcia fez um excelente trabalho com a iluminação. Esta era o meio de transporte para entrarmos nas insanidades das personagens que, por conta da solidão criavam um mundo particular onde seus erros eram julgados a sangue frio mas, no fundo guiados por um sentimento de compaixão e necessidade entre os dois homens. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;* Foto de Leo Marino&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/362588453383985929-1838513554247217691?l=discutindoteatro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://discutindoteatro.blogspot.com/2008/04/o-arquiteto-e-o-imperador-da-assria.html</link><author>noreply@blogger.com (Marilia Ferreira)</author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_4T36E5bDwrw/SAjBVAGunEI/AAAAAAAAAFw/Woq3c8kckNc/s72-c/arquiteto.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>9</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-362588453383985929.post-1516083069602281908</guid><pubDate>Fri, 28 Mar 2008 03:31:00 +0000</pubDate><atom:updated>2008-03-27T20:33:43.030-07:00</atom:updated><title>Na cama com Tarantino</title><description>O que se esperar quando ouvimos o nome Tarantino? Complexidade, cenas bizarras, personagens pertubados?&lt;br /&gt;Duas dessas características são encontradas na peça encenada pela Cia de Teatro Rock, mas o essencial ficou superficialmente relatado nas entrelinhas de um complexo de mundo pop e sem sentido.&lt;br /&gt;Entendeu?&lt;br /&gt;Eu também não!&lt;br /&gt;Começo de espetáculo longo.&lt;br /&gt;Apresentação geral do grupo em projeção durante uma música, do filme Kill Bill, que soou pelo teatro mais ou menos uns intermináveis três minutos.&lt;br /&gt;Vários personagens são apresentados.&lt;br /&gt;Loucos mórbidos, ambiciosos, promíscuos, nóias, uma infinita gama de estilos e características que tem a marca tarantino, inclusive a participação “perdida” de Beatrix Kiddo, Kill Bill, que nada mais foi que uma personagem fútil.&lt;br /&gt;Enredo básico: roubar uma pedra valiosíssima no banco. E há gangues disputando por este tesouro tão precioso. Planos e alianças anônimas são feitas para furtar algo mais valioso que uma maçã na feira.&lt;br /&gt;Os diálogos lembram situações de histórias em quadrinho.&lt;br /&gt;A música My way, interpretada por Frank Sinatra é usada de uma maneira estranha; o trimilique é o excesso da ganância,será? A ganância é a droga que nos faz tremer nas bases?&lt;br /&gt;Linha linear? Nenhuma...misturada a lá tarantino, chegando a conclusão de que não ter cronologia no teatro pode não funcionar, não por falta de entendimento, mas porque não fica bom quando a história não é consistente e pela constante troca de objetos de cena.&lt;br /&gt;Cena péssima para um ator? Pessoa sentada na frente da platéia dormindo, outra viajando. Vi algumas.&lt;br /&gt;Apesar de uma comédia, poucos risos foram ouvidos entre as piadas também de estilo norte americano.&lt;br /&gt;O elogio que posso fazer é quanto a atuação de alguns dos atores, a qual foi boa e com um bom caricato deixando o enredo mais leve e divertido.&lt;br /&gt;Para os interessados, a peça está cartaz até o dia 11 de abril no Espaço dos Parlapatões, na Praça Roosevelt, com direção de Fábio Ock, Fezu Duarte e Marcos Okura.&lt;br /&gt;E sim, I did it my way...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/362588453383985929-1516083069602281908?l=discutindoteatro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://discutindoteatro.blogspot.com/2008/03/na-cama-com-tarantino.html</link><author>noreply@blogger.com (Marilia Ferreira)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>2</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-362588453383985929.post-8752399706242076370</guid><pubDate>Wed, 26 Mar 2008 03:51:00 +0000</pubDate><atom:updated>2008-12-10T10:25:56.939-08:00</atom:updated><title>Closer</title><description>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_4T36E5bDwrw/R-nIakRYc_I/AAAAAAAAAFM/Tg2BrSKchZY/s1600-h/closer_0.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5181893205005202418" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_4T36E5bDwrw/R-nIakRYc_I/AAAAAAAAAFM/Tg2BrSKchZY/s320/closer_0.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Desde o dia 22 de março está em cartaz no Espaço Parlapatões a peça Closer, baseada no filme de nome homônimo com direção de Florência Gil. No elenco, os atores Amazyles de Almeida, Hermes Baroli, Joca Andreazza e Rachel Ripani.&lt;br /&gt;Closer foi escrito em 1997 em Londres pelo dramaturgo inglês Patrick Marber.&lt;br /&gt;Para quem não conhece a história encenada, ela se baseia na vida amorosa e sexual de seus quatro protagonistas: Dan, Alice, Larry e Ana. Todos acabam se envolvendo em paixões avassaladoras que na verdade são mascaradas com a simbologia do “em nome do amor”.&lt;br /&gt;Cada um tem seu Q especial. Características particulares como ciúme, posse, carência, medo, desprendimento entre outros sentimentos comuns em qualquer relacionamento a dois.&lt;br /&gt;Não é possível não comparar a peça com o filme, uma vez que além da adaptação, &lt;em&gt;com algumas cenas extras ( bem colocadas e com um toque pessoal da diretora) e com final diferente ( não muito bom)&lt;/em&gt;,as falas eram muitas vezes exatamente as mesmas ; apenas os personagens eram mais serenos. Tinham seus sentimentos mais recatados.&lt;br /&gt;A fúria ficou de lado.&lt;br /&gt;As cenas de briga não foram tão acaloradas; nervosas.&lt;br /&gt;Fato explicado, talvez, pela pouco entrosamento entre o elenco, que após espetáculo relataram que um dos atores tinha se apresentado pela primeira vez com o grupo.&lt;br /&gt;E isso prova o quanto é fundamental um grupo de teatro ser um único organismo.&lt;br /&gt;Você saber e sentir que entre os atores existente uma força, uma atração que é impossível de desviar o olhar da platéia para os atores assim como entre os atores; personagens e intérpretes e enfim personagem entre personagem.&lt;br /&gt;Esta química é essencial.&lt;br /&gt;Quem sabe mais para frente essa harmonia não se restabeleça e faça deste espetáculo mais envolvente.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/362588453383985929-8752399706242076370?l=discutindoteatro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://discutindoteatro.blogspot.com/2008/03/closer.html</link><author>noreply@blogger.com (Marilia Ferreira)</author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_4T36E5bDwrw/R-nIakRYc_I/AAAAAAAAAFM/Tg2BrSKchZY/s72-c/closer_0.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>7</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-362588453383985929.post-6690761128982794397</guid><pubDate>Tue, 29 Jan 2008 02:53:00 +0000</pubDate><atom:updated>2008-01-28T18:58:15.593-08:00</atom:updated><title>Quase Anônimos</title><description>&lt;div align="justify"&gt;No dia 25 de janeiro estreou a peça Quase Anônimos, texto de Manoel Candeias e com direção de Paula Micchi. No elenco apenas três atores : Adriana Duval, que também é produtora do espetáculo, Alfredo Tambeiro e Renata Boechat.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quase anônimos foi baseada num famoso texto de Sartre, &lt;em&gt;Entre Quatro Paredes&lt;/em&gt;, no qual deste conhecemos a ilustre frase “&lt;em&gt;O inferno são os outros&lt;/em&gt;”.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Com duração de apenas 1 hora, esses sessenta minutos pareceram horas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os atores não olharam para o público.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E alguns destes encontravam-se impacientes, com postura curvada ou com olhares perdidos no teto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A história era simples. Duas mulheres dividiam um apartamento. A dona era louca para ser famosa e ter prestigio. A outra era uma estagiaria de publicidade, obcecada por limpeza e que adora falar gritando. A dona, que na verdade não era dona, vivia de favor neste apartamento que na verdade o real dono era o seu ex, um ex-participante de reality show que buscava desesperadamente pela fama.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Num certo dia, o prédio no qual as duas meninas vivem, ah que por sinal não tem nomes...ambas se chamam de Ei, é fechado por pessoas que foram maltratadas pela aspirante a celebridade.&lt;br /&gt;Com medo de sair do apartamento as duas ficam trancadas e, de repente, sabe-se lá como o Cara, nome dado ao dono do apê, chega querendo reaver o imóvel.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E ai a história fica estagnada. O cara querendo expulsar as Eis, a Ei estagiaria quer ficar porque ela faz a parte dela e, a Ei celebridade quer ficar, já que não quer voltar para a casa dos pais, e tenta assim enrolar o Cara para não se mudar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A grande sacada foi apenas no final com uma estratégia da estagiaria para se livrar do Cara e da Ei celebridade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De certo, &lt;em&gt;Entre Quatro Paredes&lt;/em&gt; foi uma leve referência em &lt;em&gt;Quase Anônimos &lt;/em&gt;porque não houve qualquer complexidade das personagens. Eram apenas futilidades e, os reais problemas de caráter foram escondidos juntos com os tufos de cabelos no puff azul localizado as laterais do palco.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/362588453383985929-6690761128982794397?l=discutindoteatro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://discutindoteatro.blogspot.com/2008/01/quase-annimos.html</link><author>noreply@blogger.com (Marilia Ferreira)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>7</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-362588453383985929.post-3030820748524832244</guid><pubDate>Wed, 23 Jan 2008 21:04:00 +0000</pubDate><atom:updated>2008-12-10T10:25:57.213-08:00</atom:updated><title>Calabar Breviário</title><description>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_4T36E5bDwrw/R5esxp0kv9I/AAAAAAAAAFE/nqlOscZFWas/s1600-h/t-sp-calabar_r.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5158781867216125906" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_4T36E5bDwrw/R5esxp0kv9I/AAAAAAAAAFE/nqlOscZFWas/s320/t-sp-calabar_r.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;No décimo andar da unidade provisória do Sesc Paulista está em cartaz, até o dia dois de março, a peça Calabar Breviário(adaptação do texto de Ruy Guerra e Chico Buarque), dirigida por Heron Coelho e com os atores: Jóse Eduardo Rennó, Luciana Paez, Ivan Kraut, Andréa Lopes, Clayton Mariano, Jeanne de Castro, Tucci Fattore, Carlos Mattar e Adriana Moreira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Primeiramente, um flash histórico quanto quem foi Calabar, porque acredito que este não seja um personagem conhecido por todos, fazendo falta esta explicação na peça dirigida por Heron.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*“A figura de Calabar insere-se na história pátria colonial durante a época da invasão dos holandeses no Nordeste (1630-1654). Morador de Porto Calvo, Alagoas, passou para o lado holandês em 1632. Conseqüentemente, é desprezado pela maioria das pessoas como traidor; outros, porém, acreditam que Calabar amava a sua terra natal e fez uma escolha sábia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes mesmo de descer do elevador já se ouve uma batucada, o som ecoando por todos os lados. O clima animado nordestino engloba a todos. As portas se abrem e, à direita o elenco está cantando e um quadro é montado.Uma mistura de carnavalescos, sertanejos e a interpretação do quadro A Negra, da Tarsila do Amaral chamou muita atenção do público.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O espaço cênico é diferenciado por ser um estádio de arena. Apenas um círculo pequeno como palco, onde neste se localizava um pêndulo e um tapete com a foto de uma índia com as pernas abertas na cor cobre.&lt;br /&gt;Para aumentar o clima íntimo, roupas e alguns acessórios estavam localizados em volta do palco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não apenas os objetos, havia também a presença da Mãe Terra. Uma atriz belamente colocada à direita da banda que nos maravilhou com sua voz e sensibilidade durante a apresentação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A peça inicia-se como uma legião dos atores cantarolando, enquanto uma atriz contava sobre a historia de Olinda, misturada com declamações, como por exemplo de trechos do hino da independência brasileira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foco da peça? História da América Holandesa; a briga entre Portugal e Holanda pelo domínio Pernambuco e a instalação de novas tecnologias holandesas na cidade de Olinda por meio dos holandeses. Porém Calabar, retratado como um revolucionário e idealista na representação, é morto por traição aos portugueses ao se unir aos holandeses.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“A idéia holandesa não endossa a traição, mas também não condena”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A presença dos instrumentistas criou um ótimo clima para a peça, porém, talvez pela minha localização próxima a banda, muitas falas foram abafadas, perdendo-se o sentido do ato.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O primeiro solo de apresentação foi do Governador português. Apesar de possuir uma ótima dicção, o sotaque português era muitas vezes esquecido e falado apenas em algumas palavras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O segundo solo foi da personagem Bárbara (adorava ficar agachada em cena, ficou nessa posição uns 80% do tempo.) companheira de Calabar e que, sofre a peça inteira por causa de sua morte e lutando pelo sonho de seu amando e, que em duas horas de peça, não consegui entender qual exatamente era esse sonho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De repente, meu foco vai para uma pessoa fora de cena. Uma atriz sentada com as pernas cruzadas e com aspecto de cansaço; com o olhar ao longe. A personagem dela era a Ana Amsterdã. Entrou em cena e não marcou. Estava em cena, mas sua feição, seu calor estavam apenas dentro dela. Inclusive ela jogou baralho durante a representação e, achava que tinha algo a ver com o ato; não havia qualquer ligação.&lt;br /&gt;Nos cantos sua voz era fraca e de seus lábios as palavras saiam fechadas e tristes; sem vigor.&lt;br /&gt;Não consegui tirar minha atenção dela, mesmo perdendo alguns momentos dos atos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estava inconformada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O próximo a se apresentar é o Frei Manuel um dos integrantes da igreja mais descolados que já vi. Caras e bocas e às vezes apresentava um olhar ausente. A pose do padre convencional foi deixada de lado e um padre / pastor foi apresentado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dos pontos interessantes de Calabar foi a participação dos atores que estavam fora de cena tanto na sonoplastia como com a utilização de objetos, exemplo: isqueiros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Após uma hora de apresentação a peça estava na crise: Bárbara reclamando pela morte de Calabar, detalhe que a historia se passa em 1637 e a pose da atriz era totalmente atual. Algumas gírias, um modelo coloquial a lá século XXI. Tudo bem que no teatro muitas coisas são válidas mas é importante se criar uma identidade com a época vivida ; segundo momento estava a parte histórica e como a batalha entre Portugal e Holanda se desenrolou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dentre a historia muitos solos musicais foram apresentados. Como um feito por Bárbara com a música Tatuagem, de Chico Buarque.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Duas horas de peça. Não há qualquer evolução. Bárbara continua a reclamar da injustiça contra Calabar, que este era o homem da sua vida, mas que pelo menos neste segundo momento ela tinha um novo amor, Sebastião de Solto. O pobre traidor também ouviu por esta uma hora o quanto Calabar era isso ou aquilo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É assim ficamos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O público? Cansado. Remexendo-se nas cadeiras e tosses por todo lado. Inclusive uma senhora na primeira fileira se entregou a um rápido cochilo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dois Pontos Fortes. Primeiro:A Cobra de Vidro (analogia a um idéia de um lagarto ápodo que, por mais que seja cortado, sempre se reconstitui e assim que os ideais persistem no atemporal.). Talvez essa seja a resposta para o que Calabar acreditava e sua importância histórica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo. O fim da peça no qual acontece um “debate meio ping pong” entre os atores com a questão: como conseguimos dormir com a consciência tranqüila pelos pecados que vivemos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aí, nesse pequeno ato de aproximadamente cinco minutos a peça de refez. A sinceridade, uma força tomou conta e o teatro se fez o te-ato.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E tudo termina em festa ao som de Não existe pecado do lado debaixo do Equador, de Chico Buarque.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*Frans Leonard Schalkwijk* - O autor é ministro da Igreja Reformada Holandesa, com mestrado no Calvin Theological Seminary, em Grand Rapids, Estados Unidos, e doutorado em história na Universidade Presbiteriana Mackenzie, em São Paulo.&lt;a href="http://www.longoalcance.com.br/brecife/calabar/index.html#topo#topo"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Link: http://www.longoalcance.com.br/brecife/calabar/index.html &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/362588453383985929-3030820748524832244?l=discutindoteatro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://discutindoteatro.blogspot.com/2008/01/calabar-brevirio.html</link><author>noreply@blogger.com (Marilia Ferreira)</author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_4T36E5bDwrw/R5esxp0kv9I/AAAAAAAAAFE/nqlOscZFWas/s72-c/t-sp-calabar_r.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>7</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-362588453383985929.post-2676898981409910716</guid><pubDate>Sun, 06 Jan 2008 15:03:00 +0000</pubDate><atom:updated>2008-12-10T10:25:57.508-08:00</atom:updated><title>Humor em 5 Atos</title><description>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_4T36E5bDwrw/R4DuoObub6I/AAAAAAAAAEc/OB6zMdv7nDo/s1600-h/CIMG0290.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5152380348548411298" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_4T36E5bDwrw/R4DuoObub6I/AAAAAAAAAEc/OB6zMdv7nDo/s200/CIMG0290.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Os alunos de teatro do 4º semestre noturno da escola Célia Helena apresentaram nos dias 17,18 e 19 de dezembro a peça Humor em Cinco Atos dirigida pelo Professor Ednaldo Freire e pelo assistente Mairun Sevá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A peça, obviamente dividida nos cinco atos, apresentou as obras (em ordem de apresentação): Confusão na prefeitura de Júlio R. Ribeiro, O médico à força de Molière, O Urso de A. Tchekhov, O Jubileu de A. Tchekhov e Picnic no front de Fernando Arrabal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O espaço do teatro era bem privilegiado e que fugia aos padrões do teatro italiano.&lt;br /&gt;Atores ao centro e abaixo, localizados no meio do público. Um típico teatro de estádio.&lt;br /&gt;Não acho que cabe escrever ato por ato porque faria deste texto uma monografia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os atores são ótimos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tem boa movimentação no palco e olham diretamente para o público.&lt;br /&gt;Apenas em alguns momentos não foi possível ouvir o que o ator intérprete da personagem&lt;br /&gt;Sganarelo falava por meio entre seu sotaque caipira, algumas palavras foram perdidas e faladas em tom baixo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Velhos carimbos gestuais também foram vistos na cena de &lt;em&gt;O Urso&lt;/em&gt;, como aquela parada das duas mãos em frente as lábios a la Renata Sorrah, entre outros , comos as mãos levadas a testa de caráter dramático, olhar esbugalhado de ódio e, estes não se apresentavam nos momentos caricatos que cairiam muito bem, mas encontravam-se em ocasiões que o sentimento interior poderia ter sido substituído pela sutileza de um olhar.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_4T36E5bDwrw/R4Duz-bub7I/AAAAAAAAAEk/u2CchC44wfM/s1600-h/CIMG0328.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5152380550411874226" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_4T36E5bDwrw/R4Duz-bub7I/AAAAAAAAAEk/u2CchC44wfM/s200/CIMG0328.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;De todos os cinco atos, o que realmente tocou e foi direto e com um objetivo concreto foi Picnic no front.&lt;br /&gt;Até mesmo com um ataque do alto de um perfume em cena, os atores lidaram muito bem com o ocorrido, deixando ainda mais cômico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não há dúvidas da integridade e paixão pelos interpretes de Humor em 5 atos, mas acredito que algumas das obras poderiam ter sido mais sucintas e até mesmo com o efeito da moral no fim da história, como por exemplo &lt;em&gt;Confusão na Prefeitura&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Ver algo e ficar no achando e esperando o resto passa uma sensação de inacabado, esperava-se que os atores iriam voltar em cena, porém apenas as luzes se apagavam e se entendia que o ato tinha por fim terminado.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Espero ver muitas outras peças deste grupo. Há atores que prometem. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/362588453383985929-2676898981409910716?l=discutindoteatro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://discutindoteatro.blogspot.com/2008/01/humor-em-5-atos.html</link><author>noreply@blogger.com (Marilia Ferreira)</author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_4T36E5bDwrw/R4DuoObub6I/AAAAAAAAAEc/OB6zMdv7nDo/s72-c/CIMG0290.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>11</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-362588453383985929.post-3068103057974807260</guid><pubDate>Fri, 04 Jan 2008 00:08:00 +0000</pubDate><atom:updated>2008-12-10T10:25:57.672-08:00</atom:updated><title>Marat / Sade</title><description>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_4T36E5bDwrw/R315gubub5I/AAAAAAAAAEU/sqmc6K9thD4/s1600-h/final+marat+sade.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5151407151908810642" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_4T36E5bDwrw/R315gubub5I/AAAAAAAAAEU/sqmc6K9thD4/s320/final+marat+sade.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A peça apresentada pelos membros da Oficina do Satyros, Perseguição e Assassinato de Jean Paul Marat representado pelo Grupo Teatral do Hospício de Charenton sob a direção do Senhor de Sade, mais conhecido apenas por Marat / Sade, não poderia ter sido mais oportuna. A grande quantidade de loucos em cena a todo momento favoreceu e muito os atores iniciantes, já que, mesmo que não cumprissem fielmente seu papel, o público jamais poderia notar.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O início é perturbador. O público desde as escadas do Satyros II em busca de um lugar para se acomodar, mas esse local parece nunca chegar, seja pela confusão causada pelos murmúrios dos louquinhos que repetem coisas, aparentemente sem sentido, ou pelas voltas dadas por todo o espaço antes de alcançar a arquibancada.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A história é muito boa, o enredo foi bem trabalhado, mas infelizmente, provavelmente por se tratar da estréia, não só do texto, mas dos atores, num todo a interpretação do texto de Sade deixou a desejar. Algumas atuações foram caricatas demais, outras de menos, e isso prejudicou o entendimento do texto e, em alguns momentos, tornou a peça entediante.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Alguns oficineiros se destacaram com uma apresentação carismática e divertida, enquanto outros pareciam nem estar lá mentalmente. No entanto, críticas individuais não cabem aqui, já que nem todos podem ser identificados e não seria justo apontar um ou outro como bode expiatório.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O que fica é um parabéns a todos os atores pela coragem que tiveram ao se despirem de seus medos e pré-conceitos e encenarem um texto tão difícil perante o público, além de um singelo conselho para o futuro. Ensaiar com afinco, se entregar ao personagem e evitar gestos e posturas caricatas em textos que, embora superficialmente divertidos, tratem da tragédia que é a sociedade e a alma humana.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Crítica escrita por Juliana Cruz&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/362588453383985929-3068103057974807260?l=discutindoteatro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://discutindoteatro.blogspot.com/2008/01/marat-sade.html</link><author>noreply@blogger.com (Marilia Ferreira)</author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_4T36E5bDwrw/R315gubub5I/AAAAAAAAAEU/sqmc6K9thD4/s72-c/final+marat+sade.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>8</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-362588453383985929.post-853587916472941183</guid><pubDate>Wed, 26 Dec 2007 13:58:00 +0000</pubDate><atom:updated>2008-12-10T10:25:57.842-08:00</atom:updated><title>Cipriano &amp; Chan-ta-lan</title><description>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_4T36E5bDwrw/R4DxZebub8I/AAAAAAAAAEs/xVAIDUT-Gkk/s1600-h/cypriano_chantalan_hor.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5152383393680224194" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_4T36E5bDwrw/R4DxZebub8I/AAAAAAAAAEs/xVAIDUT-Gkk/s320/cypriano_chantalan_hor.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Domingo, dia 23 de dezembro de 2007 comemorou-se o rito de 20 anos da eternidade de Luis Antônio Martinez Corrêa, irmão poeta do diretor do Teat(r)o Oficina, Zé Celso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O ritual desse ano foi a apresentação de uma leitura representativa da peça infantil Cipriano e Chan-ta-lan, escrito por Luis e Analu Prestes em 1973; dirigido por Marcelo Drummond e Pascal da Conceição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não acreditava que, pela primeira vez o Zé iria apresentar algo completamente diferente de suas peças, como Os Sertões e Os Bandidos.&lt;br /&gt;Apesar de toda a alegria de estar no Oficina, local que acredito ser sagrado, me deparei no final de tudo com as mesmas coisas como, a nudez que dessa vez, foi desnecessária.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Adoro o trabalho que a Companhia faz com o nu, de desmistificá-lo, mas tem momentos que eu não preciso ver novamente as genitálias dos atores que, praticamente, decorei a fisionomia de todos em Os Sertões. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O inicio da peça foi fantástico. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Colorido! Um ambiente mágico que me transpôs para milhares de lugares fantásticos que só minha imaginação sabe onde exatamente fica.&lt;br /&gt;Meu lado criança explodiu em meio das canções e do coro dos atores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O enredo é simples. Cipriano e Chan-ta-lan se apaixonam ainda crianças. Chan-ta-lan vai embora e, assim inicia-se a busca de Cipriano por sua amada em vários mundos, que me fez lembrar, neste quesito, o Pequeno Príncipe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A viagem estava sensacional. Até que tudo se perde.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Sr. Capitalismo aparece...a Mãe Natureza aparece e Cipriano some! Chan-ta-lan então, nem se vê mais. Aparece apenas no final, sendo interpretada pela belíssima Anna Guilhermina e em forma de gaivota que mal se entende como ela virou uma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De repente a mágica sumiu nas quatro horas de peça e, o fim chega sem ao menos entender e não deixar de me perguntar: O QUE ACONTECEU MESMO??? &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Apesar de ser uma leitura ensaiada em oito dias, não se pode contestar o excelente trabalho dos atores e, especialmente de Ricardo Bittencourt, simplesmente não encontro palavras exatas para o elogiar. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Mas confesso que esperei pelo diferente e, este diferente comparados a outros teatros, ficou o mesmo. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;No final não poderia faltar A Música, Ressucita - me em homenagem a Luis. É lindo ver nos olhos do Zé e de alguns poucos atores o que esse momento reflete. Da emoção e de um sentimento de amor pela arte, por pessoas, pela vida que o teatro nos remete. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Detesto escrever algo ruim em relação ao trabalho do Zé Celso. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Achava que nunca escreveria algo do gênero. Mas, de maneira alguma, isso diminui minha afeição e respeito pelo trabalho do Teat(r)o Oficina que, para mim, é meu segundo lar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para celebrar Luis...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem sabe um dia...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por uma alameda do zoológico ela também chegará&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela que também amava os animais entrará sorridente assim como está&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na &lt;a href="http://muuzik.net/letras/gal-costa/ressucita-me/"&gt;foto&lt;/a&gt; sobre a mesa&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela é tão bonita&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela tão &lt;a href="http://muuzik.net/letras/gal-costa/ressucita-me/"&gt;bonita&lt;/a&gt; que na certa eles a ressucitarão&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O século trinta vencerá&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O coração destroçado já pelas mesquinharias&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora vamos alcançar tudo o que não podemos acuar na vida&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como estrelar das noites inumeráveis&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ressucita-me ainda que mais não seja&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porque sou poeta&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ressucita-me lutando contra as misérias do cotidiano&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ressucita-me por isso&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ressucita-me quero acabar de viver o que me cabe, minha vida&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para que não mais existam amores servis&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ressucita-me pra que ninguém mais tenha&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De sacrificar-se por uma &lt;a href="http://muuzik.net/letras/gal-costa/ressucita-me/"&gt;casa&lt;/a&gt; um buraco&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ressucita-me para que a partir de hoje&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A família se transforme&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o pai... seja pelo menos o universo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E a mãe... seja no mínimo a Terra, a Terra, a Terra&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Evoé! &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/362588453383985929-853587916472941183?l=discutindoteatro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://discutindoteatro.blogspot.com/2007/12/cipriano-chan-ta-lan.html</link><author>noreply@blogger.com (Marilia Ferreira)</author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_4T36E5bDwrw/R4DxZebub8I/AAAAAAAAAEs/xVAIDUT-Gkk/s72-c/cypriano_chantalan_hor.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>4</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-362588453383985929.post-4884962901993941408</guid><pubDate>Wed, 03 Oct 2007 14:57:00 +0000</pubDate><atom:updated>2008-12-10T10:25:57.989-08:00</atom:updated><title>El Truco – Muito mais que a metalingüística em cena.</title><description>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_4T36E5bDwrw/RwO45QTRmHI/AAAAAAAAACU/k7sW55WGs-g/s1600-h/eltruco"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5117136895390881906" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_4T36E5bDwrw/RwO45QTRmHI/AAAAAAAAACU/k7sW55WGs-g/s320/eltruco" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Noite de sábado ou de domingo, mais precisamente ás 18h00min, as pessoas tem a opção de se acomodar nas instalações do Satyros 2, localizado na Praça Roosevelt, número 124 e, assistir a peça do Núcleo Experimental do Satyros (NES) El Truco, com direção de Roberto Áudio, a qual ficará em cartaz até o dia 16 de dezembro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O clima é denso e, o espetáculo começa com a entrada solene do Cavalo. Caminhar forte e objetivo. Pára ao centro da ribalta e, mesmo que por trás da máscara não possamos ver o rosto do ator sabemos que ele olha para cada um de nós.&lt;br /&gt;Assim sucessivamente, entra todo o elenco, vestidos com as máscaras de animais diferentes e dançando sensualmente, inclusive com coreografia, para a platéia, cativando-a para a história que vem a seguir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lentamente os atores - animais saem e vem o grande host da noite, apresentando um discurso incomum, mais ou menos nessas palavras: Respeitável público, eu Yan Stoclkler, o escritor que se mantém, rigorosamente no topo dos piores autores,porque para ser o pior dos piores não é para qualquer um. Apresento-lhes minha mais nova obra El Truco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como diz no próprio flyer de El Truco, a história se passa durante uma guerra e, um grupo de sobreviventes que habitam um bunker, para matar o tempo, ensaiam a peça Sonhos de uma noite de Verão, de Shakespeare.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas já sabemos que encontraremos muito mais do que metalingüística em cena.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os vinte atores dão um show de interpretação, mostrando de uma maneira até que engraçada toda a agonia e as complexidades que a mente passa quando estamos em guerra; da insegurança e da necessidade de uma auto afirmação para tentarmos nos manter sãos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Claro que podemos esperar todo o drama que fica explicito em algumas contradições, inclusive cotidianas, no papel do filho do reverendo e sua irmã que tem um caso amoroso, deixando em dúvida se realmente este sentimento é recíproco ou se forçadamente o irmão abusa da irmã, a qual na peça inteira fica em silêncio ou pela culpa ou por realmente não saber o que se sucede.&lt;br /&gt;Não tão menos importante temos o responsável em dirigir estes refugiados.Os novos - atores fica a mercê das criticas e direção de Oberon, que parece querer controlar ali em cena o que fora, na guerra não tem qualquer poder de prever o que pode acontecer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acha-se uma brecha e um desejo enorme de liberdade, de fugir da prisão que não parece proteger mas sim, enlouquecer a mente daqueles que ali habitam e num momento de desespero, vemos a corrida alucinada dos vinte em pleno campo de batalha aos sons de tiros e turbinas dos aviões.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E, ao som de I Will Suvive numa versão menos festiva que a original(no caso de El Truco a versão ficou por conta da banda Cake), temos o mais belo e triste quadro da esperança pela sobrevivência e, observamos lentamente a morte de cada um e, sentirmos na queda da última sobrevivente, todas nossas vontade e desejos serem derrubados por um tiro, pelo o fio rápido da bala traçado no ar que parece todos os dias matar vagarosamente o pior e melhor sentimento que foi liberado pela caixa de Pandora.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/362588453383985929-4884962901993941408?l=discutindoteatro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://discutindoteatro.blogspot.com/2007/10/el-truco-muito-mais-que-metalingstica.html</link><author>noreply@blogger.com (Marilia Ferreira)</author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_4T36E5bDwrw/RwO45QTRmHI/AAAAAAAAACU/k7sW55WGs-g/s72-c/eltruco' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>7</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-362588453383985929.post-7768861971552394001</guid><pubDate>Sat, 15 Sep 2007 03:38:00 +0000</pubDate><atom:updated>2008-12-10T10:25:58.445-08:00</atom:updated><title>Salmo 91</title><description>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_4T36E5bDwrw/RvHkpFDskmI/AAAAAAAAACM/DIvIpgNlsZc/s1600-h/salmo91.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5112118446425674338" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" height="216" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_4T36E5bDwrw/RvHkpFDskmI/AAAAAAAAACM/DIvIpgNlsZc/s320/salmo91.jpg" width="303" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Adaptação do livro Carandiru do Dráuzio Varella, Salmo 91 é a mais recente peça em cartaz no Teatro Oficina, sinagoga mor durante 5 anos da apresentação de Os Sertões, de Euclides da Cunha.&lt;br /&gt;Dividida em 10 monólogos, a peça conta a historia de dez encarcerados do ex- maior presídio da América Latina, o Carandiru; relatando as batalha para sobreviver entre as regras impostas pelas mais fortes, os desejos e planos ao saírem da prisão, as angústias e o porque de terem ido para a cadeia.&lt;br /&gt;O primeiro monologo é apresentado pelo ator Pascoal da Conceição representando Vavá, o sobrevivente do Massacre que se iniciou após o Campeonato Interno de Futebol em um dos Pavilhões do presídio.&lt;br /&gt;A fala é afoita; tem a intenção de passar rapidez com que os fatos foram acontecendo. Com poucas pausas e respiração rápida e ofegante a tarefa é tão bem executada que as palavras mal ficam gravadas na sua cabeça. Foi a único monologo que não me recordo o que foi falado e que na própria platéia causa um desconforto e grande desatenção para o inicio de um espetáculo.&lt;br /&gt;O ator Pedro Moutinho está nos papéis de Charuto e Valente. Suas falas são cheia de emoção e naturalismo, até demais. Dizem que ter expressão facial é bom para o teatro, representam mais do que mil palavras mas lembrem-se, expressão exagerada gera apenas careta distorcendo totalmente o seu rosto e cria um tique desnecessário e não passa qualquer singularidade para sua personagem. A não ser que esta seja a intenção.&lt;br /&gt;Toda a leveza e risada fica guardada para a personagem de Ando Camargo, a doméstica homossexual Zizi. Ótima interpretação com variações de ritmos que prendem a platéia do começo ao fim de sua apresentação.&lt;br /&gt;Não faltam também elogios para os outros dois atores Rodolfo Vaz e Rodrigo Fregnan. Personagens complexos e dramáticos mesmo que apresentados entre situações engraçadas no caso da personagem Zé da Casa Verde, interpretado pro Fregman e,pela dramaticidade e agonia dos internos como a história da travesti Veronique, personagem de Vaz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Claro que, por estarem no antro sagrado do Zé Celso não podia faltar nudez; função executada APENAS por Pascoal. Já que queriam mostra a verdade de um massacre, acredito que os policias não poupariam todos os outros presos de permanecerem com a sua roupa e deixaram apenas o coitado do Vavá nu em meio do pátio. Geralmente a situação é inversa. Inspeção nos presos e todos ficam nus e, em algum momento este sobrevivente acharia uma vestimenta perdida em algum canto e sairia correndo da confusão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas enfim, beleza cênica e ator mesmo é aquele que fica pelado na frente de sua platéia não????&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A peça com direção de Gabriel Villela e adaptada por Dib Carneiro Neto está na sua última semana de exibição.&lt;br /&gt;As apresentações são realizadas às sextas e sábados ás 21h30min e domingos às 19h00min.&lt;br /&gt;O valor da entrada é R$ 20,00 e a duração da peça é de aproximadamente 1h40min&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/362588453383985929-7768861971552394001?l=discutindoteatro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://discutindoteatro.blogspot.com/2007/09/salmo-91.html</link><author>noreply@blogger.com (Marilia Ferreira)</author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_4T36E5bDwrw/RvHkpFDskmI/AAAAAAAAACM/DIvIpgNlsZc/s72-c/salmo91.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>7</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-362588453383985929.post-5483485713146857815</guid><pubDate>Sat, 15 Sep 2007 03:38:00 +0000</pubDate><atom:updated>2008-12-10T10:25:58.659-08:00</atom:updated><title>120 Dias de Sodoma</title><description>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_4T36E5bDwrw/RvA_WozcXpI/AAAAAAAAACE/7r3jv6I6pdc/s1600-h/sodoma.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5111655235208371858" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_4T36E5bDwrw/RvA_WozcXpI/AAAAAAAAACE/7r3jv6I6pdc/s320/sodoma.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Romance de autoria do Marques de Sade teve sua reestréia no espaço 2 do Satyros no dia 11 de agosto, reafirmando sem sombra de dúvida seu sucesso e prestígio na readaptação do Grupo Satyros para este ícone na literatura mundial.&lt;br /&gt;120 de Sodoma ou Les 120 Journées de Sodome ou Lécole du libertinage foi escrita entre os dias 22 de outubro e 25 de novembro de 1785, quando Sade tinha 45 anos e estava preso na Bastilha.&lt;br /&gt;Poderia aqui adiantar o romance de Sade, mas acredito que deva relatar a visão que o Satyros fez dessa peça justamente pela contemporaneidade que esta apresentou ao longo de sua trajetória.&lt;br /&gt;Os Quatro Libertinos, Duque de Blangis,seu irmão Bispo de Blangi, o Presidente de Curval e o Ministro Durcet decidem organizar um deboche, ou seja, uma orgia com a duração de 120 dias no Castelo de Silling, lugar localizado nas montanhas, totalmente isolado e, para satisfazer os seus prazeres foram convocados os mais belos jovens virgens da França.&lt;br /&gt;Para fechar os participantes do deboche, 4 fodedores, acredito que dispense qualquer explicação, e 2 contadoras de histórias relatariam suas próprias experiências com libertinos.&lt;br /&gt;A experiência dos jovens é dividida em quatro ciclos: ciclo das paixões simples, das paixões complexas, das paixões criminosas e das paixões assassinas.&lt;br /&gt;Em cada ciclo, a tortura sexual dos jovens aumenta até que em seu ultimo episódio, ciclo das paixões assassinas, acabam mortos de maneira bruta, como escalpamento e mutilação de seus órgãos.&lt;br /&gt;O Final? Surpreendente. O sorriso forçado dos jovens com seus corpos amontoados e, a platéia enganada aplaudindo enquanto o quadro estava exposto ao centro do tablado.&lt;br /&gt;Não havendo como fugir da linha Satyros, a peça deixa fortes marcas não apenas na visão do seu público com imagens de sexo, como estupro e violência física mas, principalmente na complexidade e descrição perfeita do texto.&lt;br /&gt;Muito além de uma lição de moral manjada,120 dias de Sodoma retrata toda a angustia e desespero que somos obrigados a conviver todos os dias.&lt;br /&gt;Do controle e manipulação que nos é imposto pela nossa política e, descobrirmos que não passamos de meros fantoches, sorrindo e balançando a cabeça enquanto lentamente nossas partes são dilaceradas e largadas aos montes para os abutres ansiosos para terminar com o resto que os Grandes cuspiram e julgaram inapropriados para sua utilização futura.&lt;br /&gt;Simplesmente Lixo.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt; &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/362588453383985929-5483485713146857815?l=discutindoteatro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://discutindoteatro.blogspot.com/2007/09/120-dias-de-sodoma.html</link><author>noreply@blogger.com (Marilia Ferreira)</author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_4T36E5bDwrw/RvA_WozcXpI/AAAAAAAAACE/7r3jv6I6pdc/s72-c/sodoma.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>5</thr:total></item></channel></rss>