![]() |
| Foto: Site Oficial |
Ficou confuso? Ótimo! Entendeu o que eu quis dizer? Excelente! Muitas coisas na vida que parecem não ter sentido pra maioria, na verdade é tão verdade quanto nosso retorno ao mundo de Hades.
Ambientado na cidade de Nova Iorque, o espetáculo Adúlterios, obra do excêntrico diretor Woody Allen, ocupa o palco do Teatro Frei Caneca. Com tradução de Raquel Ripani, adaptação e direção de Alexandre Reinecke, o espetáculo traz em seu elenco o ator Fábio Assunção, o qual tenta recuperar o tempo afastado da mídia, Norival Rizzo, um dos mestres do teatro brasileiro, e as aparições de Carol Mariottini, ao meu ver totalmente desnecessárias – não porque sua personagem aparece pouquíssimas vezes, mas bom, é como se diz nesse meio, não existem papeis pequenos, e sim atores que não são capaz de engrandece-los, e torná-los críveis e relevantes pra história.
À beira do Rio Hudson, Jim Swain aguarda a chegada de sua amante decido a acabar com seu caso extraconjugal. Deitado embaixo de um banco, o impetuoso Fred, um esquizofrênico que recebe “dicas” de ondas sonoras vindas diretamente do Empire State, inicia uma conversa que no primeiro momento parece ser fútil e sem propósito, até o momento em que acusa seu mais novo “parceiro” de roubar sua história e transformá-la em um sucesso de bilheteria. Decido a ter sua parte na bolada, Fred aos poucos vai se aproximando de Jim, fazendo com que este confesse seus problemas pessoais. Uma ligação psíquica nasce entre os dois, chegando a um determinado ponto onde a loucura passa a fazer parte da vida desses dois homens.
A comédia é muito bem escrita. Diálogos inteligentes e personagens muito bem construídas pelo sue criador. Quando se tem um texto de tamanha qualidade, fica difícil, ou não, um ator por tudo a perder. Em Adúlterios, felizmente, o resultado é, em modo geral, extremamente positivo graças a excelente atuação de Norival Rizzo. Com uma interpretação sutil, mesmo que ás vezes tomada por elementos melodramáticos, o ator leva com maestria o público as gargalhadas. Pausas, ritmo, fala, interiorização e exteriorização em total harmonia.
O galã global dá conta do recado. Não por conta de sua excelente atuação, mas porque ele tem o essencial para viver um personagem tão incrivelmente elaborado; para estraga-lo, só mesmo um ator de quinta, mas nada de citar nomes. Fábio, abusa dos movimentos com seu ombro e cabeça; chacoalha-os rapidamente e a todo momento. Aí tu pode dizer, “é a personagem!” Sim, concordo plenamente, ainda que os esquizofrênicos são energéticos e vivem de seus delírios mas, não é a primeira vez que vejo o ator a fazer esses mesmos gestos, em intensidade reduzida, claro – caso queira conferir, assista sua participação na série Tapas e Beijos, da Rede Globo. Além disso, a melodia, o ritmo e nuances usadas são um tanto cansativas, uma vez que congela do começo ao fim.
Aos que se interessaram, a peça segue em cartaz até 27 de novembro às sextas, 21h30 ($ 50), sábados, 21h (R$ 70) e aos domingos, 19h (R$ 60).

1 comentários:
Olá! Assisti ao espetáculo e curti muito!
Adorei o blog!
Postar um comentário