quinta-feira, 16 de julho de 2009

Aceita uma xícara de café?


Pós dramático. Não me recordo de ter assistido alguma peça desse gênero antes de Café Espiral, trabalho realizado pelo grupo Vocacional do Satyros. O termo é angustiante e um dos motivos que me levou ao teatro para assistí-la.
É confuso. É necessário preparação para enxergar além.


O palco fica nu. Para preenche-lo , atores e três cadeiras utilizadas apenas em algumas cenas. Este cenário retrata com exatidão a maior problemática da nossa atualidade; o vazio dos sentimentos e das ações nas relações humanas. As fortes marcações e a própria interpretação dos atores demonstram a mecanização dos gestos, palavras e até das cordialidades que somos postos a encarar diariamente.


De que maneira podemos encontrar, no meio da nossa rotina, um jeito de estar vivo e longe do condicionamento pré estabelecidos na sociedade em busca da sobrevivência emocional e financeira? Somos, muitas vezes, espectadores da nossa vida. Sentamos e nos acomodamos confortavelmente em alguma cadeira e assistimos aos acontecimentos sem tomar qualquer atitude; estáticos.


O novo ficará velho. As expectativas depois de alcançadas, acalmam-se e podem tornar-se em monotonia.


Com o intuito de levantar questionamentos no público , Café Espiral não deixa a desejar nesse quesito.


Ficou intrigado? Então vá para o Satyros 1, em alguma quinta feira do mês de julho ás 22h30 e tire suas conclusões.