
Pós dramático. Não me recordo de ter assistido alguma peça desse gênero antes de Café Espiral, trabalho realizado pelo grupo Vocacional do Satyros. O termo é angustiante e um dos motivos que me levou ao teatro para assistí-la.
É confuso. É necessário preparação para enxergar além.
O palco fica nu. Para preenche-lo , atores e três cadeiras utilizadas apenas em algumas cenas. Este cenário retrata com exatidão a maior problemática da nossa atualidade; o vazio dos sentimentos e das ações nas relações humanas. As fortes marcações e a própria interpretação dos atores demonstram a mecanização dos gestos, palavras e até das cordialidades que somos postos a encarar diariamente.
De que maneira podemos encontrar, no meio da nossa rotina, um jeito de estar vivo e longe do condicionamento pré estabelecidos na sociedade em busca da sobrevivência emocional e financeira? Somos, muitas vezes, espectadores da nossa vida. Sentamos e nos acomodamos confortavelmente em alguma cadeira e assistimos aos acontecimentos sem tomar qualquer atitude; estáticos.
O novo ficará velho. As expectativas depois de alcançadas, acalmam-se e podem tornar-se em monotonia.
Com o intuito de levantar questionamentos no público , Café Espiral não deixa a desejar nesse quesito.
Ficou intrigado? Então vá para o Satyros 1, em alguma quinta feira do mês de julho ás 22h30 e tire suas conclusões.
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