
Faz poucos minutos que retornei da peça Seleção do Humor, a qual está em cartaz até o dia 30 deste mês no Teatro Folha, shopping Higienópolis.
Confesso que minha primeira experiência com stand up não foi das melhores. Foi aquela em cartaz com o Rafinha Bastos, A arte do insulto há quase 2 anos atrás.
Sabe que depois de sair do espetáculo eu tinha uma certeza, eu nunca mais vejo esse tipo de peça. Mas percebi que a culpa não era do estilo da comédia, afinal ela dá certo há muitos anos nos Estados Unidos e, mesmo recentemente no Brasil , o público vem aumentando e lotando as cadeiras dos teatros que recebem o stand up.
Comédia é muito difícil. Mesmo que você já tenha ali o seu pré roteiro de piadas, é necessário o time. Se não tem, esquece, que nada que será falado ali terá graça.
Voltando ao Seleção do humor, que conta com Bruno Motta, host da apresentação e que faz isso muito bem, é o fixo. Na apresentação de hoje, teve presença de muitos convidados, que infelizmente não me recordo o nome deles.
Mas já que conto com esse imprevisto, pego para falar da atuação desses comediantes pelo tipo de piadas que estão no estilo stand up.
Piada auto depreciativa...porque eu sou gorda, ou baixinha, ou gigante, magricela, narigudo, orelhudo e qualquer outra coisa que a pessoa pegue sua , que possa estar fora do padrão globo de qualidade ou dos parâmetros fashionistas.
Ok. É engraçado ouvir um ou dois comentários...mas não metade da sua apresentação. Pra mim não funciona. Acho, desculpe o palavriado, mas é um pé no saco! Me remete aquele velho jogo de defesa do ego, eu me critico primeiro antes que os outros façam isso.
Na verdade essa é a única coisa negativa que tenho a comentar.
Peço desculpas por não ter o nome dos outros comediantes, incluise desta que fez as piadas destruidoras de ego, mas logo isso será corrigido. Gosto de escrever logo quando eu chego em casa; as impressões, as emoções estão recentes e, amanhã elas já terão sofrido perdas, que podem ser vitais e atrapalhar a minha visão da peça.
Com os nomes em mão, continuo este post falando de cada comediante.
Indico este espetáculo. Infelizmente não é para todos. O custo dele é de 35 reais para aqueles que pagam inteira. Sem contar o horário, meia noite; quem depende de condução já complica ou convida um amigo que tem carro ou fica passeando a madrugada toda. E, para aqueles que vão de carro e pagam inteira, ainda tem o estacionamento, de um preço nada promocional de 3 horas com custo de 8 reais.
Detalhes e mais detalhes, que inconveniencia!
Mas não me deixa sempre a vir a cabeça que, cultura e entretenimento não é pra todo mundo.Tá bom , todo mundo já sabe disso...mas é algo que tem que ser discutido sim, para que se ache uma solução.
Hoje, tem que ter mais que vontade, tem que ter capital...Claro que há as opções de baixo custo ou até gratuita, mas porque não todas oferecerem isso em um determinado momento?
E aqui que já abordei a mesma discussão no Hamlet do Wagner Moura, porque não criar dias populares? Permitir que todos que tenham interesse, mas não condições economicas, possam assistir a um bom espetáculo.
Reconheço a dificuldade de montar uma peça, do patrocionio, do pagamento dos atores e equipe técnica, do aluguel do espaço. Mas, nada mesmo pode ser feito?Em um dia no mês, um final de semana, haver apresentações com preços e horários mais acessíveis? Ainda mais no caso dos stand up, que não exige, figurino, cenário e, se feito até um determinado horário, pode ser feito a luz natural e em um local público?
Fica aí, mas uma vez esse questionamento solto...
7 comentários:
acho q muito do humor de stand up, para ser rápido, se apóia em preconceito e como eu sou mala sem laça do politicamente correto ñ costumo curtir.
quem eu até curti era o seinfeild.
sobre os dias populares é mais do q necessário. existe um pacote de peças q vc compra, já vi há algum tempão. vc tem q retirar os convites antes, são uns caras q te eprguntam se vc gosta de teatro e tem um revistinha com as opções de peças q vc poderá ver no mês.
Eu gosto do Satnd Up.
Não todos, claro. Mas alguns comediantes conseguem pegar a essencia do cotidiano e brincar com isso...situãções muitas vezes incomodas pelas quais passamos na vida...vistas de um novo ângulo.
Sou fã do Bruno Mota...ele consegue fazer tudo isso que eu disse...sem palavrões...sem baixarias...
Stand Up é improviso...é perceber a sua platéia e adequar seu repertório à ela.
Agnes Zuliani é mais uma que vale a pena ser citada...brilhante!
Enfim...o que não podemos é generalizar. Como em tudo na vida, há os bons e os ruins. Nos cabe perceber isso.
Minha primeira impressão de stand up foi muito boa, mas percebi que o ator precisa ser muito bom pra não tornar aquele momento em algo massante...
Fazer um público de +/- 300 pessoas rirem durante 1h30, é pra poucos.
Vale a pena conferir!!!!
É verdade, eu nunca fui numa peça stand up, acho que tenho um pouco de preconceito, talvez por achar que vai parecer com o Zorra Total, programa que não me agrada. Mas fiquei com vontade de ir nessa Seleção do Humor, pena que o horário não é nem um pouco acessível.
Preciso muito assistir um lance desse ao vivo!
Comento a reflexão final do post: é evidente que algo pode ser feito, provavelmente não pelo pessoal que cobra 35 reais o ingresso para o stand-up comedy (que, convenhamos, para a maioria das pessoas que gosta de teatro não é tanto assim, e é um valor que poderia facilmente ser deslocado da cerveja, mas pelos Wagner Moura da vida, certamente. É preciso deixar claro que essa peças são montadas com dinheiro público, através de isenção fiscal. Ou seja, quando se paga o ingresso caro para o Hamlet do Wagner Moura, está-se pagando novamente algo que os seus impostos já pagaram. Nesse caso, não é a "dificuldade" que encarece o preço, mas a ganância dos produtores (e talvez dos artistas), que estão muito preocupados com a "arte", mas, aparentemente, não com o bem público.
Penso que quem ama teatro não gosta muito desse "género" teatral...è como o teatro revista em portugalGeralmente usam o riso fácil, as baixarias...enfim...as vezes que vi não ostei e acredite que uma delas até foi um dos mais consagrados actores nesse campo...
Abraço
Maria
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