Conforme o tempo vem passando, aos poucos, São Paulo perde um dos espaços mais importantes e significativos na história do teatro brasileiro e, afirmo com todo o penar de como esta situação é triste.
Não há muito tempo freqüento o Teatro Oficina, precisamente falando, desde 2006, mas é notório esta queda de público que é conseqüente da queda do grupo. Não no âmbito profissional, já que isto nunca me pareceu ser uma prioridade de ter excelente atores quando se comparado a outrora, nos tempos áureos do Oficina; e sim na energia entre atores entre atores e ator com público.
O carnaval que sempre foi tido como fonte de vida neste teatro tem na verdade desaparecido e excluindo o público do convívio e da sintonia da companhia. Não me refiro também as intervenções do público em cena, mas da ligação verdadeira dos profissionais que lá trabalham com as pessoas que lá freqüentam.
Das poucos vezes que fui nestes últimos meses, senti um conflito de egos entre os atores.
Percebe-se que lá há um rodízio entre os queridinhos e, quando isso acontece os outros em cena parecem meros figurantes e deixam em evidências “os grandes”.
Que teatro é esse? Cadê o coletivo? A união? O poder de unir as diferenças que, por mais divergentes que possam parecer, agora estão separadas por um abismo.
Afirmo que, das pessoas que conheci lá, refiro-me público, sentem falta disso. Falo aqui em nome de alguns deles que sentem que o lugar que tanto gostávamos de ir, que tínhamos como um templo, está desfalecendo.
Penso que, algo poderia ser feito se de fato eles quisessem fazer. Sei que o público fiel que eles sempre tiveram o apoiariam.
O jeito é aguardar e quem sabe esperar também que Eles vejam isso e que tudo seja revertido.
Evoé!
Não há muito tempo freqüento o Teatro Oficina, precisamente falando, desde 2006, mas é notório esta queda de público que é conseqüente da queda do grupo. Não no âmbito profissional, já que isto nunca me pareceu ser uma prioridade de ter excelente atores quando se comparado a outrora, nos tempos áureos do Oficina; e sim na energia entre atores entre atores e ator com público.
O carnaval que sempre foi tido como fonte de vida neste teatro tem na verdade desaparecido e excluindo o público do convívio e da sintonia da companhia. Não me refiro também as intervenções do público em cena, mas da ligação verdadeira dos profissionais que lá trabalham com as pessoas que lá freqüentam.
Das poucos vezes que fui nestes últimos meses, senti um conflito de egos entre os atores.
Percebe-se que lá há um rodízio entre os queridinhos e, quando isso acontece os outros em cena parecem meros figurantes e deixam em evidências “os grandes”.
Que teatro é esse? Cadê o coletivo? A união? O poder de unir as diferenças que, por mais divergentes que possam parecer, agora estão separadas por um abismo.
Afirmo que, das pessoas que conheci lá, refiro-me público, sentem falta disso. Falo aqui em nome de alguns deles que sentem que o lugar que tanto gostávamos de ir, que tínhamos como um templo, está desfalecendo.
Penso que, algo poderia ser feito se de fato eles quisessem fazer. Sei que o público fiel que eles sempre tiveram o apoiariam.
O jeito é aguardar e quem sabe esperar também que Eles vejam isso e que tudo seja revertido.
Evoé!
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17 comentários:
é verdade marília concordo.
o teatro oficina faz parte da história do teatro Brasileiro e realmente está falecendo...
espero que tomam alguma atitude!
seria muito trsite ver uma história de tanta luta do zé acabar assim...
grande bjo e parabéns pelo blog!
"O teatro é o azilo dos loucos...Onde o público vem em busca da razão"
parece q tudo foi feito pra nascer, viver e morrer...
triste!
bjinhuss...
entao...desculpa mas, hoje, ele é exatamente do mesmo jeito que você o conheceu. os atores são, em suma, os mesmos. a força de vontade e energia, como vc mesma disse, sempre prevaleceu sobre o talento e os atores sempre foram egocêntricos. digo que absolutamente nada mudou, apenas as peças.
minha opniao a respeito é que você não se apaixonou pelo teatro em si, mas pelos sertoes. porem, numa busca quase desesperada pra se agarrar a alguma coisa generalizou aquela admiração e a alastrou para a forma fisica do Oficina. você o idealizou e isso sempre traz desilusões.
o teatro não mudou. está em decadência desde que vc colocou os pés la pela primeira vez. o que acontece agora é que você passou a esperar outra peça que fosse tão 'mágica' qto os sertões e só agora percebeu que o raio não cai duas vezes no mesmo lugar.
talvez as pessoas que vc conhece de la estejam buscando uma justificativa para a realidade e, por vezes, responsabilizar a falta de uniao seja mais fácil. na verdade, acho que elas proprias é que deveriam buscá-la ao invés de reclamar e ficarem saudosas por épocas que sequer viveram. O auge do oficina foi durante o regime militar. desde entao ele vem aos trancos e barrancos tentando sobreviver como pode.
tiveram a sorte de fazer uma puta adaptação de euclides da cunha e marcar a historia mais uma vez, mas nao foi nada alem disso.
Teatro é linguagem. Há grupos que dominam essa linguagem de um jeito que me agrada muito. Quero conhecer mais grupos e espaços, São Paulo é repleto disso. Percebo certa renovação na cena teatral daqui, coisas boas, movimentos bons, enfim, nada é estático em grupos... Talvez o Oficina esteja seguindo seu fluxo, seu movimento. Não se faz teatro centralizado em uma única persona: Zé Celso... A única persona que existe é O Grupo e "deve" existir nele, como um organismo mesmo...
Concordo plenamente.
Tenho conhecido muita coisa bacana..não tanto quanto gostaria, ainda falta muito.
Acredito que não há nada que a gente possa fazer que não precisamos de alguém em determinado momento...no teatro então nem se fala.
Grupos passam por problemas o tempo todo...isso é um fato, afinal a diversidade atrapalha mas é vital, mas acredito que no momento está tão ruim que os impede de crescer; abala a harmonia na hora da interpretação, isto sem analisar a qualidade profissional de cada um.
Mas também pode ser caracteristico de pessoas da geração do Zé...como o próprio Antunes Filho, que tem um certo ego...
Uma geração de grandes está praticamente no fim... e a nova está chegando...mas me preocupo o q será esse futuro...tão indefinido...tão sem ideiais...e se tem, não são a prioridade.
"Mas também pode ser caracteristico de pessoas da geração do Zé...como o próprio Antunes Filho, que tem um certo ego..."
TODOS temos ego. Dramaturgos especialmente. A vida é um drama e não é esse o problema.
hahaha isso aki eh um blog de crítica teatral ou de sessão psicanalista? Hahaha, a Ju fez um estudo de caso, todo cagado. Eu to com a Hindira e não abro. Os grupos são como organismos, vivos, e mudam sim com o tempo, senão estariam mortos. É uma pena que voce Má está observando e sentindo que eles estão indo pra um mal caminho. O que nos resta é aguardar
o que seria do ver se todos gostassem do amarelo, não é mesmo, minha gente?!
amadores da vida, amadores.
beijosnãomeliga
ou ligue 4002-7999.
a sua loja na tv, e na internet!
eu quis dizer verde, ok. sem piadinhas.
Talvez Marilia, isto esteja acontecendo porque a gente ta vivendo num "salve-se quem puder", num mundo individualista e solitário. É sobre isso também que a gente fala na peça "Comprei um treisoitão e fui brincar com Deus".Cadê a união ? cadê a amizade ? cadê o respeito pelo próximo ? Temos centenas de amigos no orkut mas raríssimos estão presentes quando precisamos deles.
Bjo
Dany
Olá Marilia. é verdade o que você disse sobre o Oficina e é verdade também o que disseram em relação à renovação. Entretanto, o Teatro jamais morrerá, pois compõe uma parte do tecido social, e por isso mesmo possui essa dinâmica intrínseca, que se renova e se redescobre de tempos em tempos e certamente, outros líderes virão.
Por falar em renovação há um novo Blog em que se fala de Shakespeare que vale a pena conhecer e indicar: O Mundo é Um Palco (http://omundoeumpalco.zip.net). É de um professor da Unicamp que trabalha com a divulgação do bardo no Brasil. Dê uma olhada. eu gostei.
Olá de novo. Acabei de comentar e indicar o Blog O Mundo é Um Palco. Saiu anônimo, mas eu sou o Kepler.
até mais.
olá marília,
concordo que a peça "os sertões" é a maior obra do grupo oficina. mas não foi feita na sorte como afirma a comentarista acima. "os sertões" foi um sonho que perdurou no desejo de zé celso desde os anos 70 - quiçá antes -, senão, como poderíamos explicar o cajado de antônio conselheiro na performance psicodélica "gracias señor" onde esse objeto passava de mão em mão entre atores e público no campus em brasília? "os sertões" se fez realidade a partir da pulsão de muito trabalho msm e obstáculos considerados intransponíveis superados, quem conhece a história sabe. mas concordo que existe uma dislalia entre os discursos anárquicos do grupo. e o que se perde é a proposta estética-ideológica do grupo, e nós - o público. muita coisa me incomoda ali dentro. muita coisa me encanta tb. a oscilação pode fazer parte do percurso do grupo. fases altas e baixas como a vida. mas o fim? não, não acredito nele. a morte do teatro oficina já foi prevista tantas vezes! acho que ela ainda está longe de acontecer. tomara que essa distância seja infinita e o grupo recupere a sua essência original.
evoé menina!
bj
Não seja tão utópica Má.
Num tempo onde cada vez mais o teatro vem se comercializando é de se esperar que algo mude, ou perca qualidade...enfim...depende do ponto de vista.
Continue fazendo o seu melhor, mas não espere demais das coisas, pois as vezes elas podem não ser tudo que idealizamos.
Bejos!
TEAT(R)O! Sabe o que é te-ato? A Ação. Chega de especulação. todos dizem muito, mas o que realmente sabem? Tudo está em movimento constante e não seguir essa dança é sim a morte. E o Teatro Oficina se transformou. Sim do sim às mudanças. E ao contrário do que você diz Marilia, está numa fase de intensa produção e aprimoramento do tyaso. Acho melhor chegar um pouco mais perto e você vai ver que sua crítica pode bem ser uma grande projeção.
beijo
e
EVOÉ
!
Nao discordo rodrigo da produtividade do oficina e nem das mudanças, o que eu quis abordar foi um outro aspecto, de sintonia e vibracão que já algum tempo eu não sinto mais! Akele lugar é mto importante pra mim!
que triste.
...
que dispensável.aff.
(voltei, má.bjs)
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