quinta-feira, 10 de julho de 2008

Cipriano e Chantalan versão 2008

O local é o mesmo e a expectativa está maior desde sua única apresentação em dezembro do ano passado.
Finalmente chega o dia em que a Companhia Uzyna Uzona apresenta a peça Cipriano e Chantalan.
Retiro quase tudo do que disse de ruim sobre. ( Aos que queiram entender melhor por favor vejam o post antigo de Chatalan)
Fiquei maravilhada e me senti criança de novo. O colorido espalhado entre os panos, estrelas e natureza, misturados com o coro de vozes dos atores mirins do Bixigão que alegram todo o espaço avenida Oficina.
Um item que preciso ressaltar. A beleza do cenário. Acho que nunca vi um cenário tão lindo. Simples e de uma vivacidade incrivel.
Com o enredo do amor interrompido de Cipriano que perde Chantalan em uma tarde de domingo este, desesperado corre atrás do seu amor por 7 anos e, nesse período, passa por aventuras fantásticas para reencontrar esse amor.
Passa pela casa do Sol – gay, ótima interpretação de Guilherme Calzarava, como o próprio astro e, sua mãe, interpretada por Céllia Nascimento. O público foi levado do inicio ao fim pelas peripécias das duas personagens.
Após esse momento “alegre”, Cipriano vai até o céu atrás da Princesa da Lua que, acompanhada por suas estrelas enriquecem a moral do gênero feminino de que “nunca se entregar rápido demais, esse é o X da questão.”
A cantora lírica e claro, atriz, Naomy Schölling foi o glamour desta viagem. Uma ótima atuação que prendeu o público com sua linda voz e com suas caras e bocas.
Sem encontrar o que queria, Cipriano continua sua busca e vai para a selva. Lá encontra índios que, ao conhecerem um empresário se vendem para o showbusiness.
E aí que eu me senti perdida.
Apesar de, em cada “mundo” que Cipriano visita, mesmo que ele não esteja o tempo todo presente, as passagens das personagens são apresentadas em um bom tempo. Não curta demais ou longo demais.
Mas, nessa cena da visita a selva, fica longo demais e o Cipriano apenas assisti ao fundo tudo que se passa.
E ai entramos no mundo árabe; e “vamos todos comer kibe!”
Não dá para negar que é uma parte muito animada, mas e....
Cadê a história mesmo?

Esses dois momentos foram os únicos no qual a história ficou perdida.

Enfim, Chantalan, que agora é uma “menina – gaivota” , reencontra seu amado.

O fim?

Ainda não.

Em meio do palco me aparece Alice. Sim, Alice no País das Maravilhas.

Apesar de ser uma peça que me lembra muito o Pequeno Príncipe, esse final com referência a Alice deu muito sentido as coisas fantásticas que aconteceram durante as 3 horas de apresentação.

Pode ter sido óbvio?
Pode.
Mas confesso que fiquei muito feliz com o resultado.
Senti- me novamente no Oficina.

Evoé!



7 comentários:

Juliana Cruz disse...

se a alice visitou a peça, tbm quero visitar.
sera q, qqr dia, o he-man aparece de novo por la?

Barbara. Negri. disse...

tbm adorei o he-man...kkk...

quero assistir!...
bjo!

Anelie Schinaider disse...

Delícia!!! Evoé!!!

Bê disse...

hahaha,de índio p/ árabe.
e a menina gaivota fica com o menino do mundo alegre!?
acho q é por isso q apareceu a alice.

Rockafella disse...

eu axo que nao nasci para entender teatro, jah vc... hahaha talento natoooo

Fleur disse...

Eu fiz parte da primeira leitura dessa peça! AMO cada pedacinho!
Volta em cartaz agora em nov/dez...
Vale a pena ver de novo messsmo!

Beijo

patricia mc quade disse...

olá marilia!

procurando informações sobre a peça cipriano e chan-ta-lan cheguei no seu blog.
gostei demais da sua visão sobre o teatro.
estive em sampa para assistir as ultimas apresentações do oficina antes do fechamento do ano.
tb publiquei as minhas impressões sobre o que lá vi.

linkei o seu blog, tudo bem? voltarei aqui sempre para ler o que escreve sobre o que vc vê em sampa, isso muito me interessa.assim eu fico mais a parte do que se passa nos palcos das mil cidades.

um abraço.
parabéns!