sábado, 14 de junho de 2008

Vento Forte para um Papagaio Subir


Peça escrita pelo diretor e ator José Celso Martinez Corrêa aos 21 anos de idade, Vento Forte se passa em uma cidade fictícia no interior de São Paulo chamada Bandeirantes – que na verdade representa a cidade de Araraquara, na qual Zé Celso viveu com sua família por alguns anos.
Esta história é composta pelo atores: Lucas Weglinski (João Ignácio), Guilherme Calzavara(Ricardo “Lupo”, melhor amigo de João), Silvia Prado ( Maria das Dores, irmã de João), Anna Guilhermina ( Lucinha, namorada de João Ignácio) e Vera Leite ( a mãe). Ah, e com a presença de Zé Celso, sendo o Zé Celso.
O enredo é simples porém não deixa de ser uma problemática vivida por muita gente; se desprender da sua raiz,o querer conhecer além do que os olhos vêem e de ir atrás de uma realização pessoal.
E, na tempestade que ocorre em Bandeirantes, talvez provocada e, com certeza desejada por João Ignácio, é que o faz ser livre e assim vai voar mundo afora, deixando todos aqueles que amava.
Analisando a apresentação.
Bom, o começo é longo; a peça realmente demora uns 20 minutos para de fato começar. Neste inicio, vídeos são passados, falando do Oficina, do enredo, das personagens e, claro do Anhangabaú da Feliz Cidade.
Acaba sendo muito cansativo e até desnecessário esse abuso de recurso audiovisual.
Talvez por ser a gravação do DVD muita coisa surgiu do nada e que também não adicionou nada. Um exemplo foi de Zé pedir por vinho. Entra uma atriz que trabalha na companhia, gosto muito dela mas..., ela canta e sai. E...? e, enquanto isso, os outros atores ficaram sentados “tomando café”.
Houve também participação da platéia. Uma delas longa demais. Outras caíram muito bem.
Um elogio que não pode deixar de ser feito, é para o ator Lucas Weglinski. Eu assisti pela primeira vez Vento Forte no seu ensaio aberto e, foi quando vi Lucas atuando mesmo, e, com a missão de uma personagem principal.
Ele está excelente em sua performance. Forte e convincente.
Os outros atores, como já conhecia bem o trabalho deles, estavam dentro da expectativa; cada um com o seu ponto forte bem vívido.
E o Zé...bom é o Zé. Estava presente o tempo todo. É fascinante ver como ele gosta de estar no meio; no centro.
Dia 14 de junho de 2008. Ultima apresentação de Vento Forte para um Papagaio Subir.
Quem viu, viu. Quem não viu, espera aí um ano para ver em DVD.

4 comentários:

Juliana Cruz disse...

hauhauhauahua


eh o que eu digo: NINGUÉM MERECE O PAPAGAIO!


ainda bem que nem fui...rs. melhor mesmo foi encher a lata de vinho quente vendo filme antigo na tv...hauhuahaua

Barbara. Negri. disse...

é...
nunca vi...mas ouço tanto vcs falarem mal q confesso naum ter vontade alguma de assistir...
rs...
bjo má!

Bê disse...

realmente é uma peça q se aplica a uma primeira produção. e aquele dilema de se descobrir cortando as raízes, a utopia da liberdade. muitos elementos q cairiam melhor de forma mais simples. com a metáfora do papagaio. os momentos mais longos e as dispersões deixaram um pouco a perder a unidade da coisa. faltou 1 pouquinho de "liga", rs.
resumindo:quase lá.
ainda bem q não pegamos fila. =)

Juliana Cruz disse...

e o zé rodando vermelho
e o ze pregado no azul
e o zé girando no céu
e o zé suspenso no ar


hauhauauhauahuahuahauhauhauahuahauahua