
Nem tudo que buscamos está em outro lugar especificamente físico.
O que precisamos pode estar na nossa frente e sem necessidade de ser exatamente o que imaginávamos que nos faria feliz.
A proposta apresentada pela Companhia Pé na Porta ,que fica em cartaz até o dia 29 de junho no Teatro Fabrica Coletiva, é a transcrição do desejo humano em realizar seus sonhos mesmo quando possam parecer impossíveis.
O texto, originalmente de José Saramago, é bem trabalhado pelos atores da Companhia.
O ambiente já é agradável logo a principio. Os atores lhe recebem ao som de violão e de percussão, particularmente, aprecio muito as peças que tem música ao vivo, principalmente a presença da percussão, a música ali viva, saindo das cordas vocais de cada pessoa faz se sentir que aquele som também te pertence, que ele existe e te rodeia por inteiro. Uma única vibração.
Um jogo de ciclo das personagens é feito durante todo o espetáculo, acrescentando um tom paradoxalmente de diversidade e singularidade. Cada ator pode dar o seu toque para a personagem e assim, possibilitando ela ser vista de inúmeros ângulos.
Um ponto também muito positivo é a utilização de recursos simples para dar a criação de objetos de cena. Panos – árvores e guarda-chuvas - gaivotas nos faz lembrar de quando éramos crianças e que quando pegávamos um pedaço de pedra poderia ser na verdade um planeta de uma galáxia desconhecida. Aguçar a imaginação de que podemos transformar tudo que está a nossa volta naquilo que queremos, basta acreditar.
A beleza do teatro é essa. Nos permitir saber que temos tudo a nossa mão. Que a imaginação, a criatividade é o maior recurso humano.
Com os atores Henrique Athayde, Juliano Barone, Marcella De Nardo, Nathalia Marques, Patrícia Sinhorini, Fernanda Mariano, vale ressaltar que maior parte do elenco tem uma atuação convincente e sincera e, direção de Paulo Marcos, O Conto da Ilha Desconhecida é uma das poucas peças que me senti criança de novo e que pode te deixar levar também nessa mesma sintonia se você permitir, temos sempre que manter essa chama juvenil acesa para viver de verdade o que nos é apresentado em cena.
O que precisamos pode estar na nossa frente e sem necessidade de ser exatamente o que imaginávamos que nos faria feliz.
A proposta apresentada pela Companhia Pé na Porta ,que fica em cartaz até o dia 29 de junho no Teatro Fabrica Coletiva, é a transcrição do desejo humano em realizar seus sonhos mesmo quando possam parecer impossíveis.
O texto, originalmente de José Saramago, é bem trabalhado pelos atores da Companhia.
O ambiente já é agradável logo a principio. Os atores lhe recebem ao som de violão e de percussão, particularmente, aprecio muito as peças que tem música ao vivo, principalmente a presença da percussão, a música ali viva, saindo das cordas vocais de cada pessoa faz se sentir que aquele som também te pertence, que ele existe e te rodeia por inteiro. Uma única vibração.
Um jogo de ciclo das personagens é feito durante todo o espetáculo, acrescentando um tom paradoxalmente de diversidade e singularidade. Cada ator pode dar o seu toque para a personagem e assim, possibilitando ela ser vista de inúmeros ângulos.
Um ponto também muito positivo é a utilização de recursos simples para dar a criação de objetos de cena. Panos – árvores e guarda-chuvas - gaivotas nos faz lembrar de quando éramos crianças e que quando pegávamos um pedaço de pedra poderia ser na verdade um planeta de uma galáxia desconhecida. Aguçar a imaginação de que podemos transformar tudo que está a nossa volta naquilo que queremos, basta acreditar.
A beleza do teatro é essa. Nos permitir saber que temos tudo a nossa mão. Que a imaginação, a criatividade é o maior recurso humano.
Com os atores Henrique Athayde, Juliano Barone, Marcella De Nardo, Nathalia Marques, Patrícia Sinhorini, Fernanda Mariano, vale ressaltar que maior parte do elenco tem uma atuação convincente e sincera e, direção de Paulo Marcos, O Conto da Ilha Desconhecida é uma das poucas peças que me senti criança de novo e que pode te deixar levar também nessa mesma sintonia se você permitir, temos sempre que manter essa chama juvenil acesa para viver de verdade o que nos é apresentado em cena.
* Foto retirada do site do Teatro Fábrica Coletivo.
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6 comentários:
Saramago! Vontade de assistir.
outro dia, no farol, um senhor puxou papo comigo, falando de como sonhou e como a nova geração deve sonhar. despediu-se desejando que eu sonhasse, não esquecesse e lutasse.
concordo com o q vc disse sobre a presença da música.o ao vivo das pessoas e das vibrações parece "trazer p/ perto".
hmm,inventar e reinventar, serve p/ aquele papo bridget jones tb...
bê-jitos.
saramago rules, mas sei la....acho que tenho um problema pessoal com musicais. rs
mas as sombras estavam otimas! muito o mito da caverna!
adoro!
ahhhhhh, num creio que perdi esse espetáculo... for free yet! Mas ok... no monólogos eu vou., bjs
Coincidentemente, nesse final de semana, passei a pensar melhor sobre a importância de sonhar, após ter ido ao circo. rs
(Passe no meu blog)
Fiquei curiosa para ver essa peça.
Ótimo texto, Má!
Bjks!!!
Pessoal! Vi a peça este fim de semana! É realmente muuuuito boa, faz a gente entrar em outro mundo e até refletir sobre nós mesmos!!! As músicas são ótimas e a cantora principal tem uma bela voz!
Confesso que fiquei muito afim de assistir tb. Eu gosto de espetáculos que seguem essa linha...
Texto mto bom :D
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