
Peça em cartaz no Satyros 2 que, infelizmente tem seu fim já no próximo dia 25 de abril, por conta de uma chamada Global ao ator Paulo Vilhena para uma Oficina em Los Angeles.
A obra foi criada pelo espanhol Fernando Arrabal, e hoje conta com direção e, diga-se muito bem elaborada do mais novo diretor e já ator Haroldo Costa Ferrari, e com atuação de Beto Bellini, o Imperador e Paulo Vilhena, o Arquiteto.
Como enredo há a história de dois homens presos em uma ilha deserta. O Imperador, sobrevivente de um acidente aéreo, e o Arquiteto, um ser primitivo que já habitava a ilha.
Com sua alta modéstia e sentimento de superioridade por ser civilizado, o Imperador se vê como um Deus, um mestre para o ser primitivo que habita a ilha.
O Arquiteto por sua vez encontra no Imperador alguém em quem confiar e que pode lhe ensinar como ser feliz mas, sem perceber como o seu companheiro o inveja pela sua pureza; por sua própria natureza.
Sim, este é o básico.
Agora o complexo.
Desde a primeira versão apresentada no Teatro Ipanema, a utilização da linguagem do corpo é vital para a apresentação dessa peça.
Infelizmente, não pude assistir a versão com os atores Rubens Corrêa eJosé Wilker mas, é preciso ressaltar o excepcional desempenho de Paulo Vilhena.
Com uma alta exigência física que a personagem requer, o ator conseguiu fazer uma atuação impecável. Sem falhas nos diálogos, sem cansaço na voz, por conta das cambalhotas e pulos, sem contar das multifacetas que o Arquiteto tomava de acordo com o decorrer do espetáculo.
Já o ator Beto Bellini pode-se constatar alguns erros em suas falas. Talvez porque ele as falasse rápido demais, mas não há como não comentar os incidentes. Uns cinco deles mais ou menos.
Um outro ponto negativo de O Arquiteto e o Imperador da Assíria é a quantidade de músicas utilizadas. Parece um bombardeio e, sempre numa altura elevada demais para o tamanho do espaço.
Voltando aos pontos positivos, Rodolfo Garcia fez um excelente trabalho com a iluminação. Esta era o meio de transporte para entrarmos nas insanidades das personagens que, por conta da solidão criavam um mundo particular onde seus erros eram julgados a sangue frio mas, no fundo guiados por um sentimento de compaixão e necessidade entre os dois homens.
A obra foi criada pelo espanhol Fernando Arrabal, e hoje conta com direção e, diga-se muito bem elaborada do mais novo diretor e já ator Haroldo Costa Ferrari, e com atuação de Beto Bellini, o Imperador e Paulo Vilhena, o Arquiteto.
Como enredo há a história de dois homens presos em uma ilha deserta. O Imperador, sobrevivente de um acidente aéreo, e o Arquiteto, um ser primitivo que já habitava a ilha.
Com sua alta modéstia e sentimento de superioridade por ser civilizado, o Imperador se vê como um Deus, um mestre para o ser primitivo que habita a ilha.
O Arquiteto por sua vez encontra no Imperador alguém em quem confiar e que pode lhe ensinar como ser feliz mas, sem perceber como o seu companheiro o inveja pela sua pureza; por sua própria natureza.
Sim, este é o básico.
Agora o complexo.
Desde a primeira versão apresentada no Teatro Ipanema, a utilização da linguagem do corpo é vital para a apresentação dessa peça.
Infelizmente, não pude assistir a versão com os atores Rubens Corrêa eJosé Wilker mas, é preciso ressaltar o excepcional desempenho de Paulo Vilhena.
Com uma alta exigência física que a personagem requer, o ator conseguiu fazer uma atuação impecável. Sem falhas nos diálogos, sem cansaço na voz, por conta das cambalhotas e pulos, sem contar das multifacetas que o Arquiteto tomava de acordo com o decorrer do espetáculo.
Já o ator Beto Bellini pode-se constatar alguns erros em suas falas. Talvez porque ele as falasse rápido demais, mas não há como não comentar os incidentes. Uns cinco deles mais ou menos.
Um outro ponto negativo de O Arquiteto e o Imperador da Assíria é a quantidade de músicas utilizadas. Parece um bombardeio e, sempre numa altura elevada demais para o tamanho do espaço.
Voltando aos pontos positivos, Rodolfo Garcia fez um excelente trabalho com a iluminação. Esta era o meio de transporte para entrarmos nas insanidades das personagens que, por conta da solidão criavam um mundo particular onde seus erros eram julgados a sangue frio mas, no fundo guiados por um sentimento de compaixão e necessidade entre os dois homens.
* Foto de Leo Marino
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9 comentários:
pensei que o menino já tinha ido pros states... sorte prá ele. a música sempre é problema ali, o espaço é muito pequeno mesmo. pelo menos as músicas que o ivam põe nas peças dele são boas, então nem ligo muito pro som alto. bom, se ainda tiver, tentarei ver.
e o nu?
Peças que valorizam a linguagem corporal são sempre marcantes e muito boas, mas que necessitam atores...digamos que...quase perfeitos! rsrsrs
E, pelo visto, Paulo Vilhena não deixou a desejar.
Vou tentar assistir!
Bom texto!
Bjks!!
Nunca fui com a cara dele, talvez pela sua vida fora do palco. Mas enfim... seu texto, como sempre, brilhante, me deixou até com vontade de vê-lo atuar. E não só pela polêmica cena do nu (que deve ser bem do bem), mas pelas peripéciais corpóreas. Você sabe que adoro tudo que envolve o corpo. Pena que nao deu. Bjs
realmente o excesso de música é um ponto negativo, além do alto volume.
qnd eu fui assistir o bellini tb errou algumas vezes, creio q 3. mas não há de se negar q ele é um pão!!!! huahauhauhauhauhauhau.
brincadeiras a parte(com todo o fundo de verdade-q costas são aquelas!?)acho q o aspecto crítico anunciado pela oposição do primitivo e do civilizado ficou no meio, não chegou a cumprir o q poderia. e a relação com contextos atuais era dispensável pela superficialidade. melhor focar no q já é 1 grd dificuldade, o ponto do arrabel q é a questão da natureza pura distante do homem corrompido. pq pode dar leituras além dessa q é mto idealista, mto rousseau p/ minha paciência.
o trabalho corporal dos 2 atores é perceptível, e junto com o uso do espaço e a iluminação compõe esse teatro do absurdo. acho q a questão do assassinato era 1 elemento importante da peça, mas o ritmo pareceu cansativo, talvez, me parece agora, seja intento, faça parte da proposta desse tipo de estruturação. ele exige outra atenção do público e pode ser cansativo por ser tão diferente do clássico, suas ida e voltas, seu noncense. acho q foi 1 provocação interessante a da televisão com a comida.
talvez, a peça use essa contraposição para exposição das loucuras, as insanidades q vc colocou e tb por isso tenha esse formato em q os delpirios são ctes.
acho q escrevi mto, rs.mas vou aproveitar p/ deixar 1 observação: aquele espaço é minúsculo e eles lotam além do possível!
Essa peça parece ser interessante. Engraçado, que quando entrou em cartaz em SP eu recebi um release de divulgação da mesma em BH... Só que la é com duas mulheres no papel principal.
Veja:
http://cidades.terra.com.br/bhz/espetaculos/0,7558,I:44776,00.html
ai, q legal o seu comentário, marília.
acho q a arte é vital exatamente por nos provocar esse refletir.
bê-jitos.
eu acompanhei o início desse projeto com o Haroldo.
li a peça.
assisti.
gostei de algumas coisas.
opinei em outras. (leia-se, meti meu nariz! rs)
algumas não me agradaram.
mas no conjunto final, achei que a peça ficou bem no estilo que foi pensada, sonhada, desejada.
um beijo!
UMA VERGONHA!!!
Vocês em que lugar estão?
Achar normal um ator largar um espetáculo teatral para fazer uma novela???
Que vergonha que sinto ao ler esses comentários...
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