O que se esperar quando ouvimos o nome Tarantino? Complexidade, cenas bizarras, personagens pertubados?
Duas dessas características são encontradas na peça encenada pela Cia de Teatro Rock, mas o essencial ficou superficialmente relatado nas entrelinhas de um complexo de mundo pop e sem sentido.
Entendeu?
Eu também não!
Começo de espetáculo longo.
Apresentação geral do grupo em projeção durante uma música, do filme Kill Bill, que soou pelo teatro mais ou menos uns intermináveis três minutos.
Vários personagens são apresentados.
Loucos mórbidos, ambiciosos, promíscuos, nóias, uma infinita gama de estilos e características que tem a marca tarantino, inclusive a participação “perdida” de Beatrix Kiddo, Kill Bill, que nada mais foi que uma personagem fútil.
Enredo básico: roubar uma pedra valiosíssima no banco. E há gangues disputando por este tesouro tão precioso. Planos e alianças anônimas são feitas para furtar algo mais valioso que uma maçã na feira.
Os diálogos lembram situações de histórias em quadrinho.
A música My way, interpretada por Frank Sinatra é usada de uma maneira estranha; o trimilique é o excesso da ganância,será? A ganância é a droga que nos faz tremer nas bases?
Linha linear? Nenhuma...misturada a lá tarantino, chegando a conclusão de que não ter cronologia no teatro pode não funcionar, não por falta de entendimento, mas porque não fica bom quando a história não é consistente e pela constante troca de objetos de cena.
Cena péssima para um ator? Pessoa sentada na frente da platéia dormindo, outra viajando. Vi algumas.
Apesar de uma comédia, poucos risos foram ouvidos entre as piadas também de estilo norte americano.
O elogio que posso fazer é quanto a atuação de alguns dos atores, a qual foi boa e com um bom caricato deixando o enredo mais leve e divertido.
Para os interessados, a peça está cartaz até o dia 11 de abril no Espaço dos Parlapatões, na Praça Roosevelt, com direção de Fábio Ock, Fezu Duarte e Marcos Okura.
E sim, I did it my way...
quinta-feira, 27 de março de 2008
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2 comentários:
Parabéns, Marília.
tua crítica evidencia a inconsistência da peça. ao, assistí-la pareceu q tanta superficialidade veioda montagem, pq realmente é 1 recorte de 1 mundo pop baseado numa linguagem dinâmica do universo dos quadrinhos. muitas piadas são fracas. e a complicação, o problema q une todos os seres degenerados do underground, do submundo, é colocado de modo muito superficial. era uma peça que não parecia ter pensado sobre si mesma, restou a nós, espectadores, sofrermos o resultado desa curtição mais perdida q a personagem do kill bill.
continue no "did it my way", de maneira consciente e além da reprodução alienada. Parabéns!!!
olha, o anonimo citou frank sinatra. clever...
vou dormir agora. e, embora adore o tarantino, essa peça nao me despertou interesse....q coisa nao?
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