
Adaptação do livro Carandiru do Dráuzio Varella, Salmo 91 é a mais recente peça em cartaz no Teatro Oficina, sinagoga mor durante 5 anos da apresentação de Os Sertões, de Euclides da Cunha.
Dividida em 10 monólogos, a peça conta a historia de dez encarcerados do ex- maior presídio da América Latina, o Carandiru; relatando as batalha para sobreviver entre as regras impostas pelas mais fortes, os desejos e planos ao saírem da prisão, as angústias e o porque de terem ido para a cadeia.
O primeiro monologo é apresentado pelo ator Pascoal da Conceição representando Vavá, o sobrevivente do Massacre que se iniciou após o Campeonato Interno de Futebol em um dos Pavilhões do presídio.
A fala é afoita; tem a intenção de passar rapidez com que os fatos foram acontecendo. Com poucas pausas e respiração rápida e ofegante a tarefa é tão bem executada que as palavras mal ficam gravadas na sua cabeça. Foi a único monologo que não me recordo o que foi falado e que na própria platéia causa um desconforto e grande desatenção para o inicio de um espetáculo.
O ator Pedro Moutinho está nos papéis de Charuto e Valente. Suas falas são cheia de emoção e naturalismo, até demais. Dizem que ter expressão facial é bom para o teatro, representam mais do que mil palavras mas lembrem-se, expressão exagerada gera apenas careta distorcendo totalmente o seu rosto e cria um tique desnecessário e não passa qualquer singularidade para sua personagem. A não ser que esta seja a intenção.
Toda a leveza e risada fica guardada para a personagem de Ando Camargo, a doméstica homossexual Zizi. Ótima interpretação com variações de ritmos que prendem a platéia do começo ao fim de sua apresentação.
Não faltam também elogios para os outros dois atores Rodolfo Vaz e Rodrigo Fregnan. Personagens complexos e dramáticos mesmo que apresentados entre situações engraçadas no caso da personagem Zé da Casa Verde, interpretado pro Fregman e,pela dramaticidade e agonia dos internos como a história da travesti Veronique, personagem de Vaz.
Claro que, por estarem no antro sagrado do Zé Celso não podia faltar nudez; função executada APENAS por Pascoal. Já que queriam mostra a verdade de um massacre, acredito que os policias não poupariam todos os outros presos de permanecerem com a sua roupa e deixaram apenas o coitado do Vavá nu em meio do pátio. Geralmente a situação é inversa. Inspeção nos presos e todos ficam nus e, em algum momento este sobrevivente acharia uma vestimenta perdida em algum canto e sairia correndo da confusão.
Mas enfim, beleza cênica e ator mesmo é aquele que fica pelado na frente de sua platéia não????
A peça com direção de Gabriel Villela e adaptada por Dib Carneiro Neto está na sua última semana de exibição.
As apresentações são realizadas às sextas e sábados ás 21h30min e domingos às 19h00min.
O valor da entrada é R$ 20,00 e a duração da peça é de aproximadamente 1h40min
Dividida em 10 monólogos, a peça conta a historia de dez encarcerados do ex- maior presídio da América Latina, o Carandiru; relatando as batalha para sobreviver entre as regras impostas pelas mais fortes, os desejos e planos ao saírem da prisão, as angústias e o porque de terem ido para a cadeia.
O primeiro monologo é apresentado pelo ator Pascoal da Conceição representando Vavá, o sobrevivente do Massacre que se iniciou após o Campeonato Interno de Futebol em um dos Pavilhões do presídio.
A fala é afoita; tem a intenção de passar rapidez com que os fatos foram acontecendo. Com poucas pausas e respiração rápida e ofegante a tarefa é tão bem executada que as palavras mal ficam gravadas na sua cabeça. Foi a único monologo que não me recordo o que foi falado e que na própria platéia causa um desconforto e grande desatenção para o inicio de um espetáculo.
O ator Pedro Moutinho está nos papéis de Charuto e Valente. Suas falas são cheia de emoção e naturalismo, até demais. Dizem que ter expressão facial é bom para o teatro, representam mais do que mil palavras mas lembrem-se, expressão exagerada gera apenas careta distorcendo totalmente o seu rosto e cria um tique desnecessário e não passa qualquer singularidade para sua personagem. A não ser que esta seja a intenção.
Toda a leveza e risada fica guardada para a personagem de Ando Camargo, a doméstica homossexual Zizi. Ótima interpretação com variações de ritmos que prendem a platéia do começo ao fim de sua apresentação.
Não faltam também elogios para os outros dois atores Rodolfo Vaz e Rodrigo Fregnan. Personagens complexos e dramáticos mesmo que apresentados entre situações engraçadas no caso da personagem Zé da Casa Verde, interpretado pro Fregman e,pela dramaticidade e agonia dos internos como a história da travesti Veronique, personagem de Vaz.
Claro que, por estarem no antro sagrado do Zé Celso não podia faltar nudez; função executada APENAS por Pascoal. Já que queriam mostra a verdade de um massacre, acredito que os policias não poupariam todos os outros presos de permanecerem com a sua roupa e deixaram apenas o coitado do Vavá nu em meio do pátio. Geralmente a situação é inversa. Inspeção nos presos e todos ficam nus e, em algum momento este sobrevivente acharia uma vestimenta perdida em algum canto e sairia correndo da confusão.
Mas enfim, beleza cênica e ator mesmo é aquele que fica pelado na frente de sua platéia não????
A peça com direção de Gabriel Villela e adaptada por Dib Carneiro Neto está na sua última semana de exibição.
As apresentações são realizadas às sextas e sábados ás 21h30min e domingos às 19h00min.
O valor da entrada é R$ 20,00 e a duração da peça é de aproximadamente 1h40min



.jpg)