
No Centro Cultural de São Paulo ficou em cartaz dos dias 13 de julho à 12 de agosto, a peça No Retrovisor de Marcelo Rubens Paiva,estrelada pelo ex- ator global Marcelo Serrado e, o atual global Otavio Muller é a velha nostalgia do que foi os anos 80 e o que hoje representa esta mesma geração, a perdição dos ideais e a venda para o mundo do show bunisses de 2 jovens que sonhavam em ser atores e tentam chegar a fama.
Rock and roll, sexo e muita maconha é o cenário que estes dois amigos viviam no ápice dos anos 80 e, na viagem de estrelarem uma peça de própria autoria mas que ,após um acidente de carro sofrido pela personagem de Serrado que o deixa cego, acaba por separar a sociedade cultural desses dois amigos: Serrado torna-se um musico pop enquanto Muller continua a ser o velho anarquista idealizando as músicas do Legião Urbana como um símbolo do modo de vida.
O reencontro dos amigos após 15 anos retrata realmente estes 15 anos; passagens longas com diálogos a lá Big Brother e com pausas extensas, acredito que o silêncio diz muito, mas muito dele é de fato puro silêncio e ,há também as previsíveis piadas da questão da cegueira de Serrado, como a velha: “olha aqui!” / “to vendo!”.
O inicio e o final da apresentação são uma falsa improvisação entre os atores, de fato engraçada com piadas com nível maior de intelecto.
Mas durante este reencontro, monólogos em tempos distintos entre as reais aflições das personagens faziam jus a emoção e humanidade do teatro, da angústia que aquelas pessoas sentiam por dentro, dos sonhos que não saem do papel ou dos que se concretizam mas no final de tudo acabam por não representar nada.
Tento entender porque peças com elenco apenas masculino é repleta do começo ao fim com palavrões e o clichê da masturbação; será sempre omeio para provar virilidade masculina ?
Situações verdadeiras mas que, utilizadas exacerbadamente apenas mostram o tabu ser forçadamente aceito pelo público que hipocritamente mostram asco no assunto.
Sexta-feira,20 de junho de 2007, chego mais uma vez a conclusão de que peças com atores famosos e, principalmente globais, devem permanecer atrás do visor da televisão, acreditem e aceitem de vez, teatro não é para todos.
Entendeu ou quer que eu desenhe , caralho!
Rock and roll, sexo e muita maconha é o cenário que estes dois amigos viviam no ápice dos anos 80 e, na viagem de estrelarem uma peça de própria autoria mas que ,após um acidente de carro sofrido pela personagem de Serrado que o deixa cego, acaba por separar a sociedade cultural desses dois amigos: Serrado torna-se um musico pop enquanto Muller continua a ser o velho anarquista idealizando as músicas do Legião Urbana como um símbolo do modo de vida.
O reencontro dos amigos após 15 anos retrata realmente estes 15 anos; passagens longas com diálogos a lá Big Brother e com pausas extensas, acredito que o silêncio diz muito, mas muito dele é de fato puro silêncio e ,há também as previsíveis piadas da questão da cegueira de Serrado, como a velha: “olha aqui!” / “to vendo!”.
O inicio e o final da apresentação são uma falsa improvisação entre os atores, de fato engraçada com piadas com nível maior de intelecto.
Mas durante este reencontro, monólogos em tempos distintos entre as reais aflições das personagens faziam jus a emoção e humanidade do teatro, da angústia que aquelas pessoas sentiam por dentro, dos sonhos que não saem do papel ou dos que se concretizam mas no final de tudo acabam por não representar nada.
Tento entender porque peças com elenco apenas masculino é repleta do começo ao fim com palavrões e o clichê da masturbação; será sempre omeio para provar virilidade masculina ?
Situações verdadeiras mas que, utilizadas exacerbadamente apenas mostram o tabu ser forçadamente aceito pelo público que hipocritamente mostram asco no assunto.
Sexta-feira,20 de junho de 2007, chego mais uma vez a conclusão de que peças com atores famosos e, principalmente globais, devem permanecer atrás do visor da televisão, acreditem e aceitem de vez, teatro não é para todos.
Entendeu ou quer que eu desenhe , caralho!
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