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| Jarbas Homem de Mello (Mestre de Cerimônia) e Claudia Raia (Sally Bowles) |
Luxo. Entretenimento. Magia. Sedução. Amor. Prepare-se para deparar-se com tudo isso e muito mais no espetáculo Cabaret, sucesso pelo mundo todo há mais de 45 anos e, tornou-se ainda mais conhecido após ser interpretado por Liza Minelli nas telas do cinema.
Adaptado pelo ator e diretor Miguel Falabella, o musical é estrelado pela bailarina e atriz Claudia Raia.
Ao entrar, o público já é acolhido por um ambiente envolvente dos anos 30. Além das poltronas, mesinhas ficam localizadas nas laterais, permitindo que o próprio público faça parte da apresentação.
Chegando de trem a Berlim, o jovem norte-americano Cliff Bradshaw (Guilherme Mago) se depara com um estranho o coloca em uma situação muito agradável. Mas, para compensar, esse o arranja um quarto para ficar além de convidá-lo ir ai Kit Kat Club, um cabaret muito popular.
Não apenas Cliff, mas nós somos recebidos pelo Mestre de Cerimônia, interpretado belamente pelo ator Jarbas Homem de Mello. Ele é o responsável por nos conduzir por essa história.Logo a principio, já sentimos como é um cabaret. Além do MC, o local conta com outros dançarinos.
Muito colorido, muita alegria e talento fazem com que a plateia fique contaminada pelas letras e coreografias, que podem ser vistas como imorais para aqueles que tem uma mente mais fechado e puritana; a sensualidade está por toda a parte.
Bradshaw vai até o club. Lá, conhece a irreverente Sally Bowles (Claudia Raia). Grande estrela do show, ela acaba se interessando pelo rapaz e, mesmo sabendo de sua homosexualidade, ela o seduz até que acabam se apaixonando. Eles vivem um amor cheio de exageros, bebidas e festas. Mas é, na verdade, um outro casal chama atenção pelo seu romantismo. Fäulein Schneider (Liane Maya), e o judeu, Herr Schultz (Marcos Tumura). Apesar de terem uma linda história de amor, logo eles se deparam com um grande obstaculo; o nazismo entra e cena, e já começa a mostrar suas garras, impedindo que o casamento deles se realize uma vez que Fäulein tem medo de perder o dinheiro que recebe do governo.
Ao perceber as mudanças que irão acontecer em Berlim, Bradshaw decide voltar para a América e levar sua amada, que possivelmente carrega seu filho. Sem aceitar a ideia de abandonar suas raízes, Sally tira a criança para que Cliff possa ir embora.
Ela não pode viver sem o sucesso, sem o glamour ilusório que a vida lhe oferece. Os figurinos usados pela atriz retratam muito bem isso. Praticamente a cada entrada ela usa algo diferente e extremamente elegante.
Existe muita interação com o público,o que nos leva mais ainda para o ambiente que a peça propõe. É interessante ver como as pessoas reagem a isso, com aquele medo de ser levado ao palco e passar por alguma situação constrangedora. Mas muito pelo contrário; os atores, mesmo em seus personagens extravagantes, são discretos e até mesmo delicados.
Em 2h30 de espetáculo, Cabaret consegue mexer com todos os sentimentos. Momentos de alegria, tristeza, amor, emoção e até o questionamento político quando Hitler inicia sua campanha política - a maneira como isso afetou todas as pessoas que moravam na Alemanhã e, que toda a vida que existia até então, foi sugada pelo tirania do nazismo.
Fiquei encantada e maravilhada. Na verdade me surpreendi, não apenas com a interpretação de Claudia Raia, que até então ainda não a tinha visto em cena, mas como os musicais aqui no Brasil tem sim capacidade de conquistar público. Claro que, a presença de nomes globais ajuda muito, mas o que realmente importa é que os envolvidos estejam bem preparados e à altura.
O elenco também conta com Julio Mancini, Katia Barros,Alberto Goya, Alessandra Dimitriou, Carol Costa, Daniel Monteiro, Fabiane Bang, Hellen de Castro, Keka Santos, Leo Wagner, Luana Zenun, Luciana Milano, Marcelo Vasquez, Mateus Ribeiro, Rodrigo Negrini e Tomas Quaresma.
O que eu acho que ainda precisa ser reavaliado são os valores dos ingressos. Eu acredito que ainda sim pode ser possível levar todo e qualquer espetáculo para todos que tem fome de cultura. É preciso estudar a possibilidade de se criar temporadas com preços populares.
Nós, artistas, temos a responsabilidade de levar nossa arte para quem desejar tê-la.
Para quem se interessou, Cabaret está em cartaz no Teatro Procópio Ferreira até fevereiro de 2012, às quintas (21h), sextas (21h30), sábados ( 18h e 21h30) e aos domingos (18h). Os ingressos variam de R$ 40 a R$ 200.



